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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Mostra Jovens Designers 2010

Na semana passada, visitei a mostra Jovens Designers em São Paulo. A exposição, realizada na Fiesp, reuniu propostas bem variadas, que abrangem desde mobiliário e utensílios domésticos até propostas de embalagens, acessórios de moda e equipamentos eletro-eletrônicos, por exemplo.

Mostra Jovens Designers_vista1

Os projetos que publico nest post chamaram especialmente minha atenção; em comum entre eles, o frescor do olhar de seus autores, cujas propostas representam inovações que, tudo indica, decorrem do questionamento sobre a própria natureza do produto, das demandas funcionais ao contexto cultural no qual o objeto se insere, passando pela preocupação com as necessidades sociais e ambientais.

Mostra Jovens Designers_vista2

No universo da casa, destaque para as propostas de Natália Petry (Unilasalle, RS), Luiz Carlos Bittencourt Junior (Univille, SC) e Eduardo Kim, Flávio Yamamoto, Márcio Dultra e Valdenor Bispo (Faculdades Osvaldo Cruz, SP).

Nas Nuvens_1

Nas Nuvens_2

Versátil, o Nas Nuvens (acima), criado por Natália Petry, pode ser usado como rede, colchão, poltrona ou pufe, conforme o desejo e a necessidade do usuário. Se pendurado como rede, a parte acolchoada fica virada para baixo; ao ser apoiado sobre o piso, inverte-se a posição e os gomos ficam voltados para cima, para garantir o conforto do usuário. As extremidades podem ser enroladas e presas, servindo de apoio para a cabeça ou as costas. Simples e muito bacana!

Baião[10]

Flexibilidade de uso também é o mote do simpático módulo Baião (acima), projeto de Luiz Carlos Bittencourt Junior. O encaixe de diversas unidades pode formar móveis variados: pufe, banco, sofá e tatame. (Aparentemente esta peça não participou da exposição na Fiesp – pelo menos eu não a vi por lá –, somente do catálogo.)

Jarra Swing

Ainda na esfera doméstica, a jarra Swing (acima) tem uma proposta interessante: um peso extra aplicado ao centro da base elíptica garante o equilíbrio da jarra quando a mesma se movimenta, a partir de um leve toque na parte superior – o processo é lúdico, lembra a bricadeira com o boneco “joão-bobo”. A intenção dos designers Eduardo Kim, Flávio Yamamoto, Márcio Dultra e Valdenor Bispo é utilizar a própria movimentação da jarra para fazer a mistura dos ingredientes do suco. Adoraria poder fazer um teste pra saber se funciona bem nesse sentido, mas uma coisa é certa: a tal jarra deve ser à prova de bebês, como bem observou uma amiga que visitou a mostra comigo e é mãe de uma espoletinha de quase dois anos.

Extensão elétrica_Daniel Leite Costa

Da mesma forma que a jarra Swing inova ao transformar o objeto do projeto (jarra) a partir de uma referência de outra área (o brinquedo “joão-bobo”), a extensão elétrica (acima) criada por Daniel Leite Costa (Universidade Federal de Campina Grande, PB) propõe uma nova maneira de utilização, baseada, suponho eu, no mecanismo do grampo de roupa: o equipamento, dessa forma, pode ser facilmente acoplado ao tampo da mesa de trabalho, facilitando a organização dos fios.

Também me agradou a ideia de Igor Vilas Boas (UEMG, MG), que criou uma linha de bolsas para a Cooperarvore a partir de sobras de tecidos utilizados para o revestimento de bancos de automóveis. E as alças são feitas de… cintos de segurança! Além do apelo ecofriendly, o resultado estético ficou bem interessante, não acham?

Bolsas Cooperarvore

O reciclo também é uma questão abordada no projeto da Mochilata (abaixo), desenvolvida por Giuliano Balsini (PUC-Rio, RJ). Além do suporte adequado para a coluna, a mochila se destaca pelas aletas superiores, que permitem que o catador “jogue” as latas por cima da cabeça, pois direcionam as mesmas para o interior da mochila.

Mochilata

Outra proposta que demonstra preocupação ambiental é a caixa de pizza criada por Cleiton Giacomozze da Silva (Faculdades Senai de Tecnologia, SP): a mesma peça (abaixo) pode ser dobrada de três formas, para acondicionar pizzas de diferentes tamanhos.

Caixas de pizza

Ainda no universo das embalagens, achei super simpática a ideia de Antonio Augusto Trindade (UEMG, MG), que evocou a cultura popular mineira em sua proposta de embalagens para rapadura. Os personagens da Família Rapatacho remetem ao Mineirinho das Vertentes, boneco tradicional do artesanato na região de Campos das Vertentes. Após o consumo da rapadura, as embalagens assumem o papel de paper toys, e podem ser colecionadas – uma bos forma de valorizar e estimular as vendas do produto.

Familia Rapatacho

Por fim, destaco o projeto de Pedro Labate d’Almeida e Silva (Centro Universitário Senac, SP), que idealizou um abrigo temporário, de grande serventia em casos de catástrofes naturais – cada vez mais frequentes, diga-se de passagem. Feito em propileno alveolar, o abrigo permite a montagem rápida (e de baixo custo) em situações de emergência.

Abrigo de emergência

Pelo visto, o futuro do design brasileiro promete… ;-)   Parabéns aos jovens designers, e que a iniciativas como essa possam servir de estímulo para incrementar o desenvolvimento do design em nosso país.

** Atualização: a mostra agora segue para Florianópolis (de 06 a 24 de outubro no Beiramar Shopping), Brasília (em novembro) e Belo Horizonte (em dezembro). As datas para Brasília e Belo Horizonte ainda não foram definidas, quando tiver mais notícias eu acrescento aqui. **

(Fontes das imagens: todas as fotos são minhas, exceto as fotos do Baião e da extensão elétrica. Nestes casos, clique nas imagens para acessar a fonte).

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Uma imagem para a sexta… (#19)


Ferdi Rizkiyanto

Me encantei com a ilustração Colors, criada pelo indonésio Ferdi Rizkiyanto… As “tintas” coloridas em movimento transformam essa imagem quase em uma animação…

(Via Behance)

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Leveza e simplicidade que conquistam

Adorei a ideia da estante Duo, criada pela designer Ana Linares. Além de ser usar super pouco material, ela é linda e transmite uma sensação de leveza incrível e pode gerar composições bem interessantes na parede…

Duo Shelf_12

Duo Shelf_22

Certamente que não é a opção mais interessante pra guardar muitos livros, mas pra quem pode se dar ao luxo de ter uma parede mais vazia, é um visual e tanto, não?

(Via HolyCool e Supermarket)

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Reuso bacana e acessível (#2)

Mais uma colaboração que recebi pro tema do reuso. Há alguns dias, meu irmão me mandou, por e-mail, a dica do reaproveitamento dos bicos (e respectivas tampinhas) das garrafas PET para fechar sacos plásticos de forma eficiente. Achei a ideia simples e genial: basta cortar o bico com uma tesoura e passar a ponta do saquinho por dento dele, abrindo em cima. Aí claro que eu resolvi testar antes de postar aqui, né? Dá uma olhada no passo-a-passo, que é auto-explicativo:

Passo 1

Passo 2A

Passo 4

Passo 5

Passo 6

Passo 7

Adorei, porque além de fácil é eficiente e se adapta a qualquer formato. E o resto da garrafa PET pode seguir pro reciclo (ou ser reutilizado de outra forma).

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Criatividade macro em filme na escala micro

Vi esse vídeo no ótimo blog da Ligia Fascioni e achei tão bacana que resolvi compartilhar aqui. É um filminho genial (e super gracinha), todo criado em stop motion pelos publicitários da agência Wieden+Kennedy.

As imagens da menininha Dot (9mm de altura) e de seu mundo microscópico foram captadas usando o CellScope (um equipamento da Nokia que associa um microscópio à câmera de um celular) e um Nokia N8, com câmera de 12 MP.

(Via Ligia Fascioni e Noquedanblogs)

domingo, 19 de setembro de 2010

Tecido em lata

Na sexta-feira, uma notícia publicada pela BBC Brasil e pelo UOL chamou a atenção de muita gente (pelo menos, vários de meus contatos no Twitter e Facebook linkaram essa nota). O assunto que gerou tanto interesse era o Fabrican, um spray criado pelo estilista e pesquisador Manel Torres em parceria com o professor Paul Luckham. Ao ser aplicado sobre o corpo do usuário (ou um manequim de prova), o spray se converte em uma espécie de tecido não-tecido, o que permitiria fazer roupas customizadas de forma instantânea.

Fabrican_1

Segundo informações do site Fashionable Technology, em 2007 o Fabrican foi usado na criação do figurino dos atores que interpretavam enfermeiros em um hospital fictício em 2090, num filme feito pela Mr. Nobody Productions, uma baseada em Berlim. O próprio processo de feitura da roupa com o spray é bonito de se ver, e renderia bela performance num video de Lady Gaga.  ;-)

Manel Torres_Fabrican

Por ora, esse é o tipo de aplicação que considero mais viável. Embora o Fabrican seja interessante e promissor, ainda não me parece factível para o uso cotidiano. Apesar da matéria informar que o tecido pode ser lavado e reutilizado, sua textura ainda me pareceu muito “borrachenta” (a fórmula é composta por polímeros e fibras curtas de lã, linho ou acrílico), desconfortável para uso ao longo de um dia inteiro, por exemplo. No vídeo a seguir dá pra ver bem a textura do material.

Vendo esse video, me lembrei na hora das luminárias da série Cocoon – produzida pela Flos na década de 1960 e reeditada nos anos 2000 – cuja primeira peça foi a Taraxacum S (abaixo), criada pelos irmãos Achille e Piergiacomo Castiglioni. 

Cocoon_Taraxacum - A & PG Castiglioni 1960

As peças da série Cocoon eram (e são) criadas a a partir de uma estrutura metálica que, colocada em uma base giratória, é pulverizada com um polímero em spray, num processo que, segundo o nome da coleção já indica, remete mesmo à criação do casulo da lagarta/borboleta, como mostra o vídeo a seguir.

A série foi reeditada nos anos 2000 e ganhou um acréscimo: o pendente Zeppelin (abaixo, em primeiro plano e no detalhe), criado por Marcel Wanders a partir da mesma tecnologia.

Cocoon_Zeppelin - Marcel Wanders

Para as Cocoon, era suficiente que o material fosse estável e aderisse à estrutura de modo a criar uma membrana uniforme para a difusão da luz. Já no caso das roupas feitas com Fabrican, a meu ver, a questão é mais complexa: como o suporte é o corpo humano, o desafio é conseguir um material que seja maleável, transpirável e tenha uma textura agradável ao toque, para garantir a usabilidade das roupas criadas com ele. Aguardemos os desdobramentos…

(Via UOL/BBC Brasil, Fabrican, Imperial College London, Fashionable Technology, Gizmo Watch, Flos, Marcel Wanders)

sábado, 18 de setembro de 2010

1º Prêmio Inovinox - design e arquitetura

Há bem pouco tempo fiz um post sobre o DE Brazil 2011/IF Concept Award e cá estou divulgando mais um concurso voltado para estudantes. Acho ótimas estas iniciativas, pois além de valorizar a criatividade são mais um estímulo para os futuros profissionais. E todo estímulo é muito bem-vindo! Pois bem, vamos às informações.

Premio Inovinox_logo

Trata-se da primeira edição do Prêmio Inovinox, voltado para a inovação nas áreas de design de produto e arquitetura. Podem participar estudantes brasileiros de design (e suas diversas sub-áreas), arquitetura e urbanismo dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais que estejam matriculados em cursos de nível superior.

Os projetos inscritos deverão se beneficiar das propriedades técnicas e características estéticas do aço inox, isoladamente ou com outros materiais (o aço inox, no entanto, deverá ser o material principal do projeto).

Os três primeiros colocados receberão certificados e prêmios em dinheiro (3, 2 e 1 mil reais, respectivamente). A premiação prevê, ainda, a realização de uma exposição e um catálogo.

Anote os prazos:
- Encerramento das inscrições e entrega dos projetos: 15 de outubro de 2010;
- Divulgação do resultado da primeira fase (seleção de até 20 projetos em cada categoria): 25 de outubro de 2010;
- Entrega de modelo tridimensional: 25 de novembro de 2010;
- Seleção final e divulgação dos resultados: 10 de dezembro de 2010;
- Premiação: 15 de dezembro de 2010.

Mais informações e inscrições no site do Prêmio Inovinox.

(Via Inovinox)

Não basta ser ecofriendly, tem que ter estilo!

No final de 2007, publiquei na L+D #17 uma nota sobre protótipos de lâmpadas fluorescentes compactas (CFL) que estavam sendo desenvolvidas pela empresa londrina Hulger. Agora, a caríssima @kakaqui me manda a dica de que a Plumen 001 finalmente entrou em produção – foram necessários mais de três anos para o seu desenvolvimento. A versão final, cuja forma sofreu algumas alterações em relação aos protótipos, também ficou bem interessante. (Abaixo, a lâmpada vista de três ângulos diferentes.)

Plumen

Por enquanto, a Plumen 001 está à venda apenas na Europa, mas segundo o site, em breve estará disponível “nos EUA e no resto do mundo” (assim eles dizem). Não sei qual é a temperatura de cor dela (detesto as CFLs muito frias, azuladas), mas a princípio a melhoria na forma é um baita convite para a adoção deste tipo de lâmpada, não acham? Dá até pra dispensar a luminária e ganhar uma bossa extra na decoração, como mostra a foto abaixo.

Plumen - café

A ideia era essa mesmo, que a beleza contribuísse para o aumento do uso das CFLs, para as quais muita gente ainda torce o nariz. Eles dizem o seguinte: “o nome Plumen vem de ‘pluma’ – a pena decorativa das aves, que atrai atenção para o seu valor e a sua beleza. Nós acreditamos que nossos projetos façam o mesmo pelo negligenciado bulbo de baixo consumo”. Eu também!  ;-)

(Via Plumen; obrigada à Karina Yamamoto pela dica!!)

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

DE Brazil 2011 - a vez dos estudantes

Estudantes e recém-formados que quiserem participar do iF Concept Award 2011 também poderão contar com o apoio do Design & Excellence Brazil 2011. Até o dia 13 de outubro, o programa está aceitando a inscrição de projetos que tenham sido criados (individualmente ou em equipes) há no máximo 02 anos, durante a vida universitária.

Os projetos devem se encaixar em uma das seguintes categorias:
- design de produto/design industrial;
- design de comunicação/design multimídia
- design de moda;
- arquitetura/design de interiores.
Não há limite de inscrições por participante, mas cada projeto pode ser inscrito somente uma vez e em uma única categoria.

premiados iF Concept 2010

Os selecionados pelo DE Brazil receberão apoio técnico e logístico para que seus trabalhos concorram ao iF Concept, que premia trabalhos baseados em ideias inovadoras, funcionais e sustentáveis, como os produtos aí de cima (vencedores em 2010 – já postei sobre eles aqui e aqui).

Os 100 vencedores no IF Concept 2011 serão anunciados em fevereiro; dentre eles, os trabalhos de maior destaque dividem um prêmio de 30 mil euros. Além disso, os ganhadores têm direito ao uso por tempo ilimitado do selo iF vinculado aos projetos premiados e suas universidades recebem o direito de integrar o iF Ranking. Contam ainda com ampla divulgação em mídia nacional e internacional promovida pelo DEBrazil.

Em sua última edição, o iF Concept premiou dois projetos brasileiros. Um deles é o carrinho de bebê Walk on Air, criado pelos designers Leonardo Yoshio Hatamura e Fábio Yuji Matsuda, do Centro Universitário Belas Artes.

Carrinho Walk on Air

A ideia do carrinho é proporcionar o maior conforto possível para o bebê e os pais: o assento elevado facilita a alimentação do bebê, as rodas alinhadas em trapézio dão mais mobilidade em áreas estreitas e o assento tem um mecanismo que o ajusta automaticamente conforme o terreno, para que o bebê não fique muito inclinado para frente ou para trás quando o carrinho o passar por rampas, morros ou pisos acidentados.

O outro trabalho brasileiro foi o Sistema de Transporte Coletivo Suspenso (STCS), desenvolvido por Rafael Osmar de Oliveira e Costa e Elisa Sayuri Freitas Irokawa, da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). O projeto levou o quarto lugar geral, o que valeu aos designers uma premiação em dinheiro. Pensado para cidades com relevo acidentado, como Belo Horizonte, o sistema se destaca pela simplicidade na instalação e na manutenção (as linhas que atuam nos dois sentidos são integradas na mesma estrutura). Outra vantagem seria evitar as desapropriações de terra, normalmente necessárias para a implantação dos sistemas tradicionais.

STCS_3

STCS_2

Para ver todos os projetos premiados no IF Concept em 2010, clique aqui.

As inscrições podem ser feitas no site do DE Brazil: www.designbrasil.org.br/debrazil. Lá, estão disponíveis o regulamento completo e as especificações para envio dos projetos.

O Design & Excellence Brazil é uma iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e é coordenado pelo Centro de Design Paraná.

(Via Centro de Design Paraná, IF Concept Design e Escola de Design UEMG)

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Reuso bacana e acessível (#1)

O aumento da consciência ambiental, somado à criatividade (e ao famoso jeitinho brasileiro) pode resultar em jeitos simples e bacanas de se reutilizar produtos industrializados que, na melhor das hipóteses, seriam reciclados, e na pior, simplesmente iriam para o lixo.

Olha que ótima a ideia do @vicenzoberti, que me enviou, pelo Twitter, uma foto da nova lixeira que ele usa na pia da cozinha. Ficou super simpático:

Lixeira Vicenzo

Quem gosta de cerveja já deve ter matado a charada. A nova lixeira do Vicenzo nada mais é do que um daqueles barris de chope de 5 litros. Sobre a ideia do reuso, ele conta: “achei um desperdício jogar fora o barril, afinal é uma industrialização que demanda energia e material à beça”. E defende: “eles deveriam fazer algo que possa ser reutilizado, como poder encher em algum bar autorizado ou algo parecido”. Concordo plenamente!

Enquanto isso não acontece, dá pra ir reaproveitando o contêiner… A ideia é perfeita pra quem adora cerveja ou simplesmente curte latinhas bonitas (é nesse time que eu jogo – hehe).  E com muito mais personalidade do que aquelas lixeiras de pia tradicionais.

***

Os leitores mais assíduos do DDB já sabem que eu sou fã do reuso, de diversas formas. E acho bacana quando fazemos isso de um jeito fácil e interessante. Por isso, pretendo postar soluções legais desse tipo de reuso, acessível (no sentido de qualquer um poder fazer) e com um resultado bacana.

E você, também reutiliza algum produto no seu cotidiano? Envie as fotos para designdobom@gmail.com, quem sabe ele não é o próximo a aparecer por aqui?

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O fim dos lápis “toquinhos”?

Com a ecologia na ordem do dia (ainda, e cada vez mais!), toda economia de recursos é bem-vinda. E economizar madeira – ou melhor, árvores – levou alguns designers a proporem soluções para aumentar a vida útil dos lápis.

Continuous Pencil_1

Depois do 1+1 (que já postei aqui no blog – clique para acessar), agora é a vez do Continuous Pencil, um lápis modular que pode se acoplado a um novo quando estiver ficando muito curto e desconfortável para escrever. O princípio é bem simples, funciona com encaixes tipo macho/fêmea: cada lápis possui uma extremidade ôca, enquanto a outra ponta é saliente e possui formato que se encaixa perfeitamente na primeira.

Continuous Pencil_3

A proposta dos estudantes U Jung Heo, Young Gag Han e Sa Yoeng Kim, alunos da universidade Daegu, na Coréia do Sul, foi premiada no iF Concept Award 2010.

Continuous Pencil_2

Fiquei curiosa pra saber como seria apontar estes lápis… Será que haveria algum problema (tipo travar a lâmina ou quebrar a pontinha do encaixe “macho”) quando o apontador passasse pela junção entre as duas peças? De qualquer modo, embora a proposta seja bem interessante, acho que ainda gosto mais do 1+1, por ser mais versátil e poder ser usado com qualquer modelo de lápis – ou seja, dá pra reaproveitar os toquinhos que já existem.

(Via Wired e iF Design)

domingo, 12 de setembro de 2010

Invasão de gigantes

OK, a gente sabe que os cabos de alta tensão (e as torres que os sustentam ao longo de inúmeros quilômetros) são um “mal” necessário… Mas que a presença destas torres – tão brutas e sem qualquer preocupação estética – é capaz de acabar com a beleza de qualquer paisagem, é fato. E como eu sou uma entusiasta das belas paisagens (quem não é?), confesso que nutro certa antipatia por tais trambolhos.

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E aí que eu achei genial a ideia dos arquitetos Jin Choi e Thomas Shine, do escritório Choi+Shine Architects: utilizando as mesmas peças construtivas das torres tradicionais, eles criaram torres antropomórficas, figuras humanas masculinas e femininas que podem assumir várias posturas diferentes ao longo do trajeto, de modo a interagir com o entorno em vez de agredi-lo. A intenção dos arquitetos é que estas figuras transcendam a funcionalidade estrita e se tornem monumentos na paisagem.

Torres antropomorficas_1

Torres antropomorficas_2

“Apesar da diversidade de formas possíveis, cada figura é composta praticamente pelas mesmas partes (torso, antebraço, coxa, mão, etc) e usa uma biblioteca de juntas pré-montadas entre estas partes para criar o todo”, explicam os arquitetos. Dessa forma, o custo de execução se mantém baixo, ao mesmo tempo que a construção e a montagem das peças é simples.

Torres antropomorficas_4

O projeto, pertinentemente batizado de Land of Giants, foi criado para um concurso promovido pela companhia de energia elétrica da Islândia, que buscava novas ideias para melhorar a aparência das linhas de transmissão. O projeto de Choi e Shine recebeu menção honrosa, mas não foi premiado com o primeiro lugar, por isso os simpáticos gigantes não sairão do papel – ao menos por enquanto.

Torres antropomorficas_3

“Nós procuramos fazer uma torre icônica e inesquecível, que criasse uma identidade para a Islândia e a empresa de energia”, afirmam Choi e Shine. Será que sobrou conservadorismo no júri? Tentei descobrir quem foi o primeiro colocado, mas não consegui. Se alguém souber, me avise!

Ah, ia me esquecendo de mencionar que o projeto recebeu o prêmio Unbuilt Architecture da Boston Society of Architects. Reconhecimento merecido!

(Via TrendLand e Choi+Shine. Imagens e desenhos: ©2010 Choi+Shine Architects, LLC – com exeção da primeira foto, que foi clicada por hubgoat)

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Uma imagem para a sexta… (#17)


Gabriele Allendorf - EPO Munich

Quando vi a matéria sobre o edifício do Escritório Europeu de Patentes (EPO), na revista Mark #27, a foto acima me chamou uma baita atenção, já à primeira vista. Achei genial o modo como a arquitetura, a luz e a arte se entrelaçam neste projeto...

(Para ver mais fotos, acesse o site de Gabriele Allendorf, responsável pelo light design do EPO.)

(Via Mark)

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Isso é releitura!

Pra quem acha que releitura é sinônimo de cópia, olha aí uma prova em contrário: o pendente Unfold reinterpreta as clássicas luminárias industriais, mas com linguagens, cores e materiais contemporâneos.

Unfold roxa

Unfold cores

A cúpula em silicone rígido permite que a luminária seja dobrada e colocada em uma caixinha para a venda. Após comprar, basta desdobrá-la (“unfold”!) e instalar a belezinha. Não é ótimo?

Unfold dobrada

A Unfold foi um dos lançamentos da Muuto na Maison & Objet, que aconteceu de 3 a 7 de setembro em Paris.

(Via Designboom e Muuto)

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Ideia iluminada para o aperitivo

Achei muito bacana essa proposta do designer Scott Jarvie, apresentada no ano passado para o concurso It’s aperitivo time, organizado pelo portal Designboom em colaboração com a Alessi e a cerveja Peroni.

aperitivo_02_Jarvie

A hora do aperitivo é uma verdadeira instituição na Itália: depois do expediente, as pessoas se encontram para confraternizar nos bares das cidades, com a conversa sempre regada por uma boa bibita e algumas comidinhas, que acompanham as bebidas como cortesia (alô donos de bares do Brasil, que tal fazerem o mesmo por aqui?). Não importa o quão duro tenha sido o dia de trabalho, na hora do aperitivo o alto-astral é garantido!

Jarvie propôs uma simpática bandeja empilhável em aço inox, que comporta, ao mesmo tempo, as garrafas de cerveja (ou copos) e os petiscos.

aperitivo_Jarvie_mont[8]

Confesso que a área dedicada aos petiscos me pareceu meio pequena (nos bares de Milão, pelo menos, a oferta de comidinhas costuma ser bem mais generosa do que mostra a foto lá do alto)…

Mas o que achei mais bacana foi o jeito como ele pensou também no contexto para estas bandejas. Para isso, imaginou mesinhas com iluminação sobre e sob o tampo: as luzes funcionariam tanto na sinalização das mesas vagas (na ausência da bandeja, as mesas emitiriam luz para o alto) quanto na criação de uma atmosfera (quando a bandeja fosse colocada sobre o tampo, a luz banharia as garrafas, já que o fundo da bandeja é vazado).

aperitivo_03_Jarvie

Essa é, de fato, uma ideia iluminada… (Desculpem o trocadilho, mas eu simplesmente não resisti ;-)

(Via Scott Jarvie; dica do Anderson Tomaz – grazie!)

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Quando um detalhe muda tudo…

Que a fita adesiva é uma invenção extremamente útil ninguém contesta (seu mérito foi reconhecido até pelo Vitra Design Museum, na recente exposição Hidden Heroes, que já postei aqui). Mas tem um problema nestas fitas que é capaz de tirar muita gente do sério: a tarefa de achar a ponta, o início por onde começar a puxar, quando a ponta está grudada no rolo (pode acontecer quando esquecemos de dobrar o final da fita na vez anterior ou mesmo se o rolo cair no chão durante o uso).

V-tape_1

Pois esse foi um dos problemas que o designer Zhichuan Tang solucionou ao conceber a V-tape: além de indicar onde está a ponta, o corte em V permite partir a fita com as mãos facilmente, sem precisar usar a tesoura (ou os dentes – ai!). A sequência de fotos a seguir mostra bem o funcionamento:

V-tape_2'

V-tape_3'

V-tape_4'

O único porém, imagino eu, talvez seja quando se quiser usar um pedaço mais longo do que o predeterminado: deve ser preciso bastante cuidado para se tirar a fita sem partir na região do V. Mas como na maior parte das vezes o uso da fita se limita a tamanhos menores, me parece que a inserção do V ainda valeu bastante a pena!

Essa ideia “da boa” valeu a Zhichuan Tang e à Zhejiang University um prêmio no iF Concept Design Awards 2010.

(Via Yanko Design)

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