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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Uma imagem para a sexta… (#24)


A beleza está nos olhos

Dizem que “a beleza está nos olhos de quem vê”. Em muitos casos, é bem verdade… mas acho que a beleza dessa foto independe de quem olha, não?  ;-)

(Via Oiha23 / Flickr)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Herdeiro do origami?


Rubber Stool_1

Entendeu do que se trata a imagem acima? É um banco, criado pelo estúdio japonês h220430: feito a partir de borracha reciclada, o banco é vendido na forma plana. A ideia é super simples, mas eficiente: para montar, é só “dobrar” as pernas umas em direção às outras e fixá-las com pinos.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Heloisa Crocco: Topomorfose

Na semana passada eu postei aqui um banquinho criado pela Heloisa Crocco, cujo trabalho tem uma poesia que me encanta. E há alguns dias a assessora de imprensa da Tok & Stok me enviou um exemplar do livro “Heloisa Crocco: Topomorfose”, que celebra a obra da artista plástica e designer gaúcha.

Topomorfose_E''

Organizado por José Alberto Nemer e com projeto gráfico de Marcelo Drummond, o livro baseia-se principalmente em informação visual: as fotos nos levam a um gostoso “passeio” pela produção de Heloisa e pelas referências que permeiam sua obra, na qual a madeira é presença constante.

Em Topomorfose, a madeira surge redescoberta, apresentada por outro prisma: ao revelar os nós e veios do material, a “impressão digital da natureza”, Heloisa Crocco convida a uma nova leitura desta matéria-prima que nos é tão familiar e cotidiana.

sábado, 23 de outubro de 2010

Reuso bacana e acessível (#3)

Outra boa ideia de reuso é essa da Marília, do blog Casa da Maricota. Ela transformou um par de havaianas que já estava velhinho num porta-revistas bem simpático pro banheiro. Olha só como ficou:

Revisteiro de havaianas

E a execução não tem mistério: ela pintou as havaianas e revestiu as tiras com fita de cetim. Depois parafusou na parede. Pronto!
A Marília conta o passo-a-passo em detalhes no blog dela, para ver clique aqui.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Uma imagem para a sexta… (#23)


Céu multicolorido em Berlim

Hoje me deu vontade de deixar o Quintana falar por mim…


Canção do Dia de Sempre

Tão bom viver dia a dia...
A vida assim jamais cansa...

Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...

E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência... esperança...

E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.

Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.

Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!

E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...

Mário Quintana

(Foto: Matthias Heiderich via Behance)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Segurança invisível

Já falei algumas vezes aqui sobre o aumento do uso das bikes como meio de transporte urbano, e a ideia realmente me agrada, por várias razões (embora ache que as condições em muitas das cidades brasileiras não dão segurança ao ciclista...).

Bike na cidade

Mas o fato é que com a onda ecofriendly as bikes assumiram um status de objeto cool. E com isso cada vez mais bicicletas interessantes – algumas versáteis, outras lindas – têm surgido por aí. Mas se tem uma coisa que não é nada cool é o capacete, né? Imagina a moça aí de cima, toda estilosa, usando um capacetinho desajeitado…  Por outro lado, a proteção é super necessária, e isso não se discute.

Hovding Helmet 1'

E aí que eu achei o máximo quando vi o capacete Hövding, projetado pelas designers suecas Anna Haupt e Terese Alstin – na minha opinião, os suecos dão show quando se trata de design para a qualidade de vida. Acho que  esse produto tem tudo pra decretar a aposentadoria definitiva dos tradicionais capacetes de bike.

Depois de fazer uma pesquisa com os ciclistas nas ruas (e eles normalmente estavam sem o capacete), Anna e Terese descobriram que as pessoas não usavam o apetrecho por várias razões, mas boa parte delas envolvia a aparência (ou o próprio capacete era considerado feio, ou seu uso estragaria o cabelo, e assim por diante…). E uma das pessoas disse que queria um capacete invisível – foi a  partir daí que surgiu o conceito do Hövding: usado ao redor do pescoço, parece uma gola alta, mas funciona como um airbag que envolve a cabeça no momento de um acidente. Todas as pessoas aí de baixo estão usando o “capacete invisível” – os dois modelos disponíveis:

original_ro-herr

original_cc-dam original_cc-herr

Mas o principal é que esse capacete parece absorver o impacto de um jeito bem mais eficiente que os tradicionais, de isopor. Pra conferir o funcionamento, vale dar uma olhadinha no video abaixo:

Design do bom é aquele que melhora a vida das pessoas… E se puder ser com estilo, melhor ainda!!

(Via TreeHugger e Hövding; foto do alto by moriza/Flickr)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Básicos, mas com suingue…

Pra quem não conhece, a Dpot é uma loja que só trabalha com design brasileiro. E ontem recebi um release deles divulgando algumas peças “fresquinhas”, que começaram a ser vendidas agora em outubro.  Gostei especialmente de três...

Dpot_banquinho Crocco 4x4

Primeiro o banquinho Crocco, criado pela gaúcha Heloisa Crocco, que há tempos vem desenvolvendo um trabalho de superfície bacanérrimo, explorando padrões e relevos que dão um quê de tribal à peça, mas com um approach contemporâneo. É o que acontece nesse banquinho (que também pode ser usado como mesa lateral), e a neutralidade da sua forma dá ainda mais destaque à estampa criada por Heloisa.

Dpot_cadeira 4x4

Também achei bem simpática a cadeira 4x4, projeto de Baba Vacaro: o que me agradou foi o contraste entre as formas “sequinhas” e a estampa vistosa. Seguindo essa mesma lógica, ainda fui conquistada pela mesa de jantar Listras, de Mariana Betting e Roberto Hercowitz: o tampo, formado por ripas de madeira justapostas, pode ostentar várias combinações de cores. Amei!

Dpot_mesa Listras

(Créditos das fotos: Dpot)

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Pisando em coisas…


chão de pennies_1

Achei incrível a ideia dos designers Robin Standefer e Stephen Alesch, que criaram esse piso aí de cima, todo revestido com pennies (as moedinhas de 1 centavo norte-americanas).

Para muitas pessoas a ideia pode parecer excêntrica, mas na verdade não sai tão caro: pelos meus cálculos, seriam necessários uns 2000 pennies – ou seja, 20 dólares – para preencher um metro quadrado. Não é tudo de bom? A “obra” fica no restaurante The Standard Grill, dentro do Standard Hotel New York

Outra proposta que utiliza “coisas” como matéria-prima é o tapete abaixo, feito com trenas. A mistura de cores e de números cria uma textura bem interessante… Diferente do piso de moedas, esse pode ser comprado pronto aqui.

Tapete de fita métrica

(Via Notcot e HolyCool)

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Tudo na moldura!


Framed objects_1[6]

Achei muitíssimo simpática essa ideia dos designers Sherwood Forlee e Mihoko Ouchi: eles propuseram uma mini-coleção composta por um vaso, uma mini-estante e um gancho para roupas, todos em versão emoldurada. E como a ideia já é decorativa por si só, as peças são assim, todas branquinhas, olha só:

Framed objects_2

A neutralidade da cor também dá mais destaque pra cada um dos objetos que vai interagir com as molduras. Uma ideia simples e de múltiplas possibilidades… quer melhor? (Essa da mini-estante seria mais do que bem-vinda sobre o meu criado-mudo…)

Framed objects_3

Eles são vendidos (separadamente) aqui, mas quem tem disposição pode até investir numa versão caseira, inclusive reaproveitando um vaso que está lascado, uma moldura descascada, um ganchinho que já enferrujou…  :-)

(Via The.)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Uma imagem para a sexta… (#22)


Richard Sweeney 1

Me dá até uma alegria olhar para as esculturas de papel criadas pelo inglês Richard Sweeney… A partir de poucos recursos materiais (papel recortado e cola), ele é capaz de criar formas orgânicas complexas, desde plissados cheios de movimento como o da foto acima até flores inacreditáveis  (que ele chama de icosaedoro, ou dodecaedro – mas que eu vejo como flores!). Vale a pena conferir mais do trabalho de Sweeney em seu site ou pelo Flickr.

(Via Richard Sweeney)

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Um prêmio ao estímulo da criatividade

Estão lembrados do concurso cultural promovido pela Formaplas, que divulguei aqui há alguns meses? Pois ontem foi anunciado o resultado. O projeto vencedor foi o Monta-monta Criativo, da arquiteta Laura Regina Amaral, de São Paulo.

O projeto é composto por diversas partes coloridas, de seção quadrada, furada no centro: as pecinhas devem ser empilhadas em uma estrutura, e suas faces coloridas podem formar diferentes figuras.

Vencedor Concurso Formaplas 2010

O brinquedo, que tem uma construção bastante simples, foi pensado para auxiliar a criança a desenvolver o raciocínio lógico, a atenção, a discriminação visual, a imaginação e a noção de parte e de conjunto. Bacana, né?

Mais legal ainda é saber que o brinquedo será produzido pelos aprendizes do Projeto Aroeira com aparas da produção moveleira. A produção será comprada pela Formaplas, que distribuirá o brinquedo a seus clientes neste Natal.

Para ver mais detalhes do projeto vencedor, clique aqui.

(Via Blog Formaplas)

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Inventividade formal e matérica

A inovação está na essência do bom design. E um dos caminhos seguros para a inovação passa pela exploração dos novos materiais (ou de novas formas de trabalhar os materiais tradicionais).

Morphs_2

E foi por aí que o designer belga Peter Donders enveredou para criar o C-Bench, um banco feito somente com tiras de fibra de carbono giradas ao redor de um molde de espuma. Pelo que entendi, ao final, uma das extremidades do banco é cortada para a retirada da espuma (o molde é composto por 20 partes, para facilitar sua retirada sem danos, permitindo, assim, sua reutilização para fabricar outras peças).

Morphs_3

Achei o resultado super gráfico, bonito mesmo! Visto de alguns ângulos chega a formar uma imagem meio abstrata… E, apesar da leveza visual, dá pra ver, pela foto lá de baixo, que o banco é bem resistente. 
Morphs_1

Morphs_4
Com status de obra de arte, a peça será produzida em série super limitada (máximo de 10 peças) e está à venda por um preço bem salgado: 25 mil Euros.

Donders também criou o banco C-Stone, em formato de pedra e fabricado a partir do mesmo processo. Para mais informações, clique aqui.

(Via Design Milk, Morphs e Carbon Fiber Gear)

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Uma imagem para a sexta… (#21)


Relógio infinito

Tenho andado “de saco cheio” de correr contra o tempo nos últimos dias (quer dizer, semanas…). Numa tentativa de fazer as pazes com o relógio, encontrei essa imagem bárbara no Flickr de Robbert van der Steeg… e não é que já consigo encarar o tic-tac com um pouco mais de simpatia?   ;-)

(Via Flickr)

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Riqueza monocromática


Chae Young Kim 1

Que delicadeza essas padronagens criadas pela designer sul-coreana Chae Young Kim:  ora geométricos e quase tribais (como na foto acima), ora criando a ilusão de maciez e profundidade em superfícies rígidas (como no caso do papel de parede abaixo)…

Chae Young Kim 2

Chae Young Kim 3

Chae Young Kim 4

No caso desse lenço aí de cima, a estampa convida ainda mais ao toque… repare que os nozinhos coincidem com o final de cada “trança”. Um luxo!

Estes e outros trabalhos foram apresentados por Chae Young em seu stand na 100% Futures, a seção da 100% Design dedicada aos jovens talentos. 

(Via Homebuildlife)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Uma imagem para a sexta… (#20)

Performers situate themselves into position during a piece entitled "Bodies in Urban Spaces" by choreographer Willi Dorner.  Starting at sunrise, the performers inched their way into different spaces throughout lower Manhattan.<br /><br />CREDIT: Bryan Derballa for The Wall Street Journal<br />NYBODIES

Demais essa performance comandada pelo coreógrafo Willi Dorner no domingo passado em N. York. Os performers ocupavam o espaço urbano criando “esculturas móveis” e transformando a maneira como as pessoas vêem o mobiliário urbano e outros elementos que os rodeiam na cidade (e que quase sempre passam desapercebidos).

A figura humana praticamente sumia no espaço e tudo o que se via era o movimento visual de seus corpos, destacados pelas roupas multicoloridas. Super!! Como não resisti, coloco mais duas imagens “bônus” aí embaixo. Vale a pena dar uma olhada em outras bem legais também, aqui.

Performers situate themselves into position during a piece entitled "Bodies in Urban Spaces" by choreographer Willi Dorner.  Starting at sunrise, the performers inched their way into different spaces throughout lower Manhattan.<br /><br />CREDIT: Bryan Derballa for The Wall Street Journal<br />NYBODIES

Performers situate themselves into position during a piece entitled "Bodies in Urban Spaces" by choreographer Willi Dorner.  Starting at sunrise, the performers inched their way into different spaces throughout lower Manhattan.<br /><br />CREDIT: Bryan Derballa for The Wall Street Journal<br />NYBODIES

Batizada de Bodies in Urban Spaces, a performance é realizada desde 2007 em diferentes cidades (para mais detalhes, clique aqui).

(Via Illusion 360 e The Wall Street Journal; fotos Bryan Derballa para o WSJ)

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