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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Blog Day!


Blog Day 2010

Como caloura que sou na blogosfera, descobri um pouco tarde (mas ainda a tempo de participar) o Blog Day. A iniciativa existe desde 2005 e funciona assim: no dia 31/08 (a data pode ser lida como “blog”), cada blogueiro escreve um post recomendando cinco outros blogs, que por sua vez também fazem suas recomendações, e assim por diante. Não é uma ideia e tanto?

Com tanto blog bacana e viciante por aí, o duro é escolher só cinco… Mas vamos lá!

Blog Maria Helena Estrada

Blog Arc Design – começo minha listinha com o recém-lançado blog escrito pela jornalista Maria Helena Estrada. Figura super reconhecida no meio do design, a Maria Helena dispensa apresentações, mas pra quem não conhece, ela é fundadora e editora da revista Arc Design. Seus comentários ácidos e provocativos sobre a cena do design prometem divertir os visitantes.


Follow the Colours

Follow the Colours – criado pelas publicitárias Taís e Carol, sempre traz imagens inspiradoras ligadas ao design (gráfico e de produto), à arte, à fotografia... O apelo das imagens é tão forte que, recentemente, o blog ganhou um Tumblr. Vale conferir ambos.


Blog Ligia Fascioni

Lígia Fascioni – ao contrário de mim, a Lígia é uma blogueira veterana: desde 2007 compartilha, no blog, seus pensamentos sobre design, arte, decoração, cotidiano, marketing e outras cositas más… Quem acompanha o blog também fica sabendo das peripécias de Haroldo, Heitor, Horácio e Otávio, os felinos fofos que fazem as vezes de mascotes do pedaço.


Londoner

Londoner – criado pela Heloisa Righetto, uma designer brasileira que vive em Londres há um tempinho e resolveu contar as coisas que via por lá. Ela tomou gosto pelo negócio e hoje tem escrito para revistas da área, além de ser contributing editor da área de interiores para o WGSN.


Blog Na Lata

Na Lata – Lixo, desperdício e consumo consciente são os temas deste blog, comandado pela mineira radicada em São Paulo Graziela Araújo. “Chegamos a uma situação tão vergonhosa de descuido, desperdício e porcaria, que nos esquecemos do óbvio: cada um é responsável pelos resíduos do que consome”, provoca a blogueira.

Gostou das sugestões? Então vai lá conferir!  ;-)

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Menos (e melhores) materiais, mais inteligência

Olha que ideia genial: os arquitetos do Minarc, um estúdio baseado em Santa Mônica, na Califórnia, desenvolveram uma pia para banheiro feita a partir da reciclagem de pneus velhos. 

The shallow basin of the sink is formed from a sheet of rubber stretched down and held in place by the drain collar.

A borracha é derretida e passa por um processo de “limpeza” para a retirada dos fragmentos (incluindo as fibras metálicas que dão resistência aos pneus) e depois é moldada na forma de uma folha.

Esta folha é esticada e colada sobre uma base de madeira (ôca no centro) e ancorada pela válvula de escoamento. O corte abaixo mostra bem:

corte pia pneus

Portanto, o uso de material (tanto borracha, quanto madeira) é mínimo, o que é uma atitude ecológica e econômica. Além disso, encontrar novos meios de reaproveitar ou reciclar os pneus (como no projeto de estrada “verde” que já publiquei aqui) é fundamental se quisermos deixar de ver cenas como essa aí de baixo. (Claro que, aliado a isso, é indispensável repensar o transporte…)

RUBBiSH uses rubber derived entirely from recycled tires. The rubber is melted, cleaned of impurities and particulates, and then given a new life as a sink.

A empresa está trabalhando no desenvolvimento de duas peças padrão, para distribuição comercial: uma pia simples e outra dupla (com 91cm e 1,52m de largura, respectivamente).

(Via Architect Magazine)

domingo, 29 de agosto de 2010

Art Déco para devorar…


Scott Fitzgerald by Penguin_1

Delícia de ver, estas capas criadas pela designer Coralie Bickford-Smith para a série que a Penguin Classics lançará em novembro, em homenagem aos 70 anos da morte de F. Scott Fitzgerald.

Scott Fitzgerald by Penguin_0[19]

Os motivos Art Déco, lindamente explorados, remetem à época na qual os livros foram escritos e são um convite à leitura. Confesso que até hoje não li nenhum livro dele (nem o mega-clássico The Great Gatsby – vergonha), mas depois de ver essas capas, fiquei com uma vontade imensa de devorar todos!!

Books 4

Books 6

Books 5Books 7
(Via
Co.Design)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Uma imagem para a sexta… (#15)


Serhiy Chebotaryov

A luz domina esta minha sexta-feira (ontem e hoje estou assistindo a uma série de palestras bacanas no LED Forum)… Então nada melhor pra traduzir esse momento do que a foto aí de cima (linda!), clicada por Serhiy Chebotaryov.

Uma sexta luminosa pra vocês também!

(Via Behance)

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Um clique daqui, outro dali…

…e está pronto seu bracelete, que pode virar um colar no minuto seguinte. Essa é a proposta do Klik Klik, um conjunto de elementos magnéticos criados por Al Kelly e Kellar Williams para compor peças de bijoux em combinações virtualmente infinitas, a depender da criatividade do usuário (ou dos tutoriais fornecidos online).

Klik Klik a

Além da beleza e da versatilidade das peças, os Klik Kliks prometem fazer sucesso também por seu apelo lúdico – montar cada bijoux parece tão divertido como um jogo de Tetris (aliás, a musiquinha do site deles me lembrou bastante a do famoso joguinho…).

KlikKlik_4

Cada kit básico vem com 300 peças magnéticas, de três formas diferentes: 216 esferas, 56 cubos e 28 bastões, que podem se transformar em braceletes, tornozeleiras, colares, gargantilhas, pulseiras, anéis e mais… a gosto do freguês.

Klik Klik tutorial

Klik Klik - KIts

Se empolgou? Os kits estão à venda online por 65 dólares o básico (acima, à esquerda) e 35 dólares o complementar, com 126 esferas (acima, à direita).  A boa notícia é que eles vendem para o Brasil; a má é que eu nem me arrisquei a descobrir o preço do frete…  :-)

(Via Cool Hunting e Klik Klik; fotos Eva Kolenko)

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Dividir e multiplicar!

É “da boa” essa ideia do designer Thomas Baker: ele integrou a ducha de mão ao corpo do chuveiro, de modo que ambos podem ser usados juntos ou separados – ou seja, não é preciso escolher, é possível usar os dois ao mesmo tempo!

unum_shower

Resta saber se a pressão e o volume d’água são suficientes quando se utiliza as duas peças separadamente. Mas, ainda assim, parece uma ótima ideia pra não passar frio nos dias de inverno, não?

unum_shower2

De novo ela, a boa e velha simplicidade, por trás das melhores ideias…

(Via Yanko Design)

domingo, 22 de agosto de 2010

Sobre boas surpresas e falsas certezas…

Ontem aproveitei o dia de sol e dei uma passadinha na feira da Praça Benedito Calixto, mais pra passear mesmo e curtir o clima gostoso, porque, afinal, já fui lá várias vezes, o suficiente pra conhecer o que se passa – pelo menos isso era o que eu achava.

Até que uma barraquinha com muitos, mas muitos bichos pendurados, chamou minha atenção. Não sei se ela já estava lá da última vez que visitei a feira, mas só ontem eu vi, e me surpreendi. O lugar era povoado por sapos, girafas, lagartos, iguanas, um jacaré e até dragões voadores, todos feitos com papel seco amassado, cola e fita crepe – e só.

Everson Rocha

A técnica, chamada papietagem, não é nenhuma grande novidade, mas achei muito bacana o resultado e também me diverti vendo o artista plástico Everson Rocha trabalhando. Com revistas velhas, ele estava criando um dragão de três cabeças que, pelo jeito, ia ficar fantástico! Olha só:

Everson Rocha 22
IMG00207-20100821-1538

Everson me contou que trabalha com papietagem há cerca de oito anos (aprendeu com o amigo Claudecir Santos). O primeiro passo na criação de seus bichos, ele explica, é a execução do “esqueleto”, feito com canudos de papel. Depois ele vai amassando o papel várias vezes, até ele ficar maleável, e vai enrolando e colando com fita crepe. Um trabalho que exige talento, paciência e muita sensibilidade… Adorei!

É por essas e por outras que é melhor não assumir que já conhecemos as coisas completamente, né? Acho que aprendi.   :-)

Para saber mais sobre o trabalho de Everson e ver outros bichos criados por ele, clique aqui.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Uma imagem para a sexta… (#14)


Tomas Rucker 0006

Depois de uma semana hiper atribulada, chega a sexta-feira, redentora… Essa foto do tcheco Tomas Rucker inspira o descanso merecido que vem por aí. ;-)
Vale a pena conferir o portfolio do moço…

(Via Behance)

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Banana na marmita

Preciso confessar uma coisa: eu sou uma consumidora voraz de bananas – dou conta de uns dois cachos por semana, tranquilamente. Além de ser uma fruta super saudável e gostosa, tem coisa mais prática? A gente descasca em dois segundos, e com as próprias mãos. O único “defeito” da banana é que, se resolvo levar de lanche para algum lugar, ela não resiste bem ao transporte, normalmente fica meio preta e molenga quando enrolada em saquinhos plásticos.

Banana Guard[8]

E é por isso que eu achei o máximo essa “marmita para bananas” aí de cima. Feito em plástico sem BPA, o estojo rígido protege a fruta, enquanto os furinhos permitem que ela respire (e preserve suas características). O produto está à venda aqui, mas não me animei a comprar por causa do frete. Por enquanto, vou continuar levando minha banana na mão… 

(Via Inhabitat)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Visão do paraíso…


Doce lar

Silêncio e calma… paz. São as impressões que esse ambiente aí de cima me transmite. De início, as tesouras assimétricas (lindas!) e o pé-direito gigante me chamaram a atenção. E logo em seguida comecei a viajar: me transportei para aquela poltrona, tendo em mãos um livro bacana (dos muitos que esta estante deve ter)… uma boa caneca de chá e o calorzinho do sol completam o cenário tudo-de-bom, minha “visão de paraíso” neste momento. Afinal, é durante a correria que a gente percebe o valor do sossego, né?

(Via Sweet Home)

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Lápis líquido?

Olha aí uma invenção porreta, daquelas que todo designer (e a torcida do flamengo) gostaria de ter… Trata-se do Sharpie Liquid Pencil, um híbrido de lapiseira e caneta: utiliza tinta feita de grafite líquido, mas o mecanismo de distribuição da tinta é igual ao da maioria das canetas. A vantagem é que a escrita (ou desenho) pode ser apagada, no início; só depois de três dias é que ela se torna permanente.

Sharpie Liquid Pencil

Segundo o blog do fabricante, o novo “lápis líquido” vai estar nas lojas norte-americanas a partir de setembro, mas o site da Office Depot já está vendendo… 

(Via Wired)

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Uma imagem para a sexta… (#13)

born2'

A foto acima faz parte de uma campanha criada pelo russo Pavel Chistyakov para uma grife de joias. Ótima sacada a maneira como os movimentos da água dialogam com as formas das peças…

Para ver outras fotos desta série, clique aqui.

(Via Behance)

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Contemplando a passagem do tempo…

Esse é um assunto que me atrai… e gosto de ver como alguns designers têm tratado o tema quando concebem calendários. Enquanto alguns enfatizam o aspecto efêmero do tempo, outros apostam na conexão entre o passado e o presente.

Calendario 4 estações_2'

Foi o que fez o designer Harc Lee, ao criar esse calendário no qual cada mês que passa deixa uma parte de si, participando na composição da imagem de uma folha que ganha novas cores cada mês, em alusão às estações do ano. Adorei!

(Via Collecta)

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Remédio antimonotonia


Colar Remedios_O Estudio_1

Os cariocas do O Estúdio mandaram muitíssimo bem nesse colar, “inspirado” nas cartelas de remédio. Ultimamente ando vidrada em acessórios (principalmente colares), mas sempre os que me chamam atenção são aqueles que fogem do comum, subvertendo alguma(s) regra(s).

Na maioria dos meus colares, a subversão acontece principalmente na matéria-prima, que quase sempre foge dos metais preciosos e pode englobar plástico, acrílico, silicone, madeira, tecido, couro, alumínio e até papel. Mas no caso desse aqui, feito em cobre, o grande barato é o uso, como referência, de um objeto banal, presente no cotidiano de praticamente todo mundo, mas que normalmente passa desapercebido (quando não é visto com antipatia, pelas circunstâncias às quais está associado).

Colar Remedios_O Estudio_2''

Feito em cobre com efeito desgastado e cordão de couro, o colar ficou esteticamente interessante, além de intrigante. Nem precisa ser hipocondríaco pra querer um desses, né? Eu teria um, fácil, e poderia enchê-lo só com balinhas coloridas… e pra quem tá doente, é um bom jeito de não esquecer o remédio e ainda ganhar em estilo…  ;-)

Para mais informações ou para comprar, clique aqui.

Dica da Carol Hovaguimian. Thanks!

 

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Design & Excellence Brazil: prazo ampliado

Boa notícia pra quem ainda não se inscreveu no programa Design & Excellence Brazil 2011: as inscrições foram prorrogadas até esta sexta-feira (13/08).
Para mais informações sobre o DE Brazil, veja este outro post.

(Via Centro de Design Paraná)

sábado, 7 de agosto de 2010

Grande ideia para um pequeno objeto


Shower Plus 1

Genial a ideia da designer sul-coreana Jin Chang-soo*: juntar os vários itens de higiene pessoal num único objeto compacto e super prático, ideal pra quando a gente vai fazer alguma viagem curtinha ou precisa tomar banho na academia, por exemplo. Carregar peso e volume extras pra quê?

Shower Plus 2

Não consegui descobrir muitos detalhes, mas parece que o Shower Plus – é esse o nome dele – tem um sistema de fechamento que evita vazamentos (coisa chata é chegar no destino e ver que vazou shampoo na roupa, né?). Outra coisa bacana é a ventosa localizada no centro do disco, que permite a fixação do conjunto no vidro do box ou nos azulejos da parede. Não é tudo de bom?

Shower Plus 3

*Na verdade, eu não sei se o nome Jin é masculino ou feminino na Coréia, mas supus, pelo tipo de ideia, que se tratasse de uma mulher.  ;-)    (Se alguém souber qual o gênero do nome, me avise, please!)

(Via Yanko Design)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Uma imagem para a sexta… (#12)


incendio - chema madoz

O dito popular do “nem tudo é o que parece” se aplica bem à obra de Chema Madoz. O trabalho do fotógrafo espanhol está recheado de “trocadilhos fotográficos” divertidos e provocativos, como o da imagem acima. Para ver outras fotos de Madoz, clique aqui.

(Via Haha.nu)

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Vestindo a casa… literalmente


Monsieur Dressup 1

Colarinho, punho e bolso. A designer Anna Thomas teve a ideia de transportar esses elementos do universo do vestuário para o da casa. Executados em madeira clara, podem ser usados de maneiras diversas: individualmente ou em conjunto; combinados, como na foto acima (que remete às proporções humanas e faz parecer que um corpo ocupa aquele espaço), ou repetidos, como na imagem a seguir.

Monsieur Dressup 2

Além de ser uma versão diferente e divertida para o tradicional (e muito útil) mancebo, a linha Monsieur Dress Up também preza pela integridade das roupas. O colarinho, em especial, oferece o suporte adequado a blusas e casacos, garantindo que não se deformem com o próprio peso ao serem pendurados.

Monsieur Dressup 3

(Via Bem Legaus e Loyal Loot)

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Ecologia dessa pra uma melhor…

Pode soar meio bizarro, mas achei bem interessante essa proposta. O Ecopod é um caixão 100% feito a partir de jornais reciclados e com acabamento em seda reciclada. Disponível em quatro cores, com diferentes ornamentos: azul com pombas, verde com a cruz celta, vermelho com o sol asteca e, pra quem é chique, tem a versão dourada, acabada com folhas de ouro aplicadas à mão.

Eco-caixões

A ideia de um caixão feito com uma matéria-prima tão abundante (pelo menos por enquanto) quanto o papel de jornal me parece ótima. Esse é um “nicho” no qual a gente não costuma ver os designers atuarem e, se formos parar pra pensar, pessoas nascem e morrem todos os dias. Isso significa que muita madeira pode ser economizada com a adoção de um produto como esse…

(Via Inhabitat)

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Tricô cult… quanto tempo dura?

Gosto de tricô. Não de fazer, porque aprendi na adolescência e naquela época mesmo desaprendi (acho que não tenho a paciência necessária para desenvolver esse tipo de talento). Mas definitivamente sei apreciar e valorizar um ponto bem-feito e toda a sensibilidade que essa técnica envolve.

Confesso, no entanto, que ando meio saturada de ver produtos feitos com tricô pipocando por aí, em todo canto. Acho que a gota d’água foi quando vi, há alguns dias, uma “coleção” (assinada por uma designer) que reproduzia linguiças e cortes de carne e peixe. Qual seria o propósito disso? Sinceramente, não consegui entender ainda...

knitted meat mont

Preferiria acreditar que, no caso do trabalho mostrado acima, intitulado Knit Meat, a designer Stephanie Casper resolveu simplesmente brincar, buscar alguma distração, e o povo levou a sério – os cinco itens anunciados no Etsy já foram comercializados.

postes_Milão

Por outro lado, tem um outro trabalho com tricô que considero bacanérrimo (e acho que foi uma forte influência para essa moda do tricô no design e na decoração). É o “grafite com tricô”, que a artista Magda Sayeg e o movimento Knitta Please têm espalhado pelas ruas de diversas cidades há um tempinho. Em julho do ano passado, em Milão, me deparei com esse poste aí de cima “vestido” com tricô e, claro, fiquei muitíssimo intrigada sobre o que seria aquilo. Mais tarde, já de volta a São Paulo, fiquei sabendo mais sobre o tal grafitti de tricô, que estava fazendo sucesso na internet. (Abaixo, imagens de N. York e Cidade do México; para ver mais fotos, clique aqui.)

Knitta Please 1

O conceito, nesse caso, é bastante forte: “ao inserir arte feita à mão em uma paisagem de aço e concreto, buscamos trazer calor aos equipamentos urbanos. O knit graffiti nos reconcilia com nosso ambiente (…) e com todo o mobiliário em nosso universo urbano que passa desapercebido todos os dias. E, claro, Knitta torna as ruas mais bonitas ao longo do caminho”, explica Magda Sayeg no blog do Knitta Please.

Knitta Please 2 copy

Trata-se, aqui, da humanização do ambiente urbano, valendo-se da tradição e da memória afetiva despertada pelo tricô. Como no caso das peças do Knit Meat, há o deslocamento de uma técnica tradicionalmente ligada ao vestuário para outras esferas, mas no caso do Knitta Please o recurso não é gratuito, tem objetivo muito claro.

A sensação que tenho é que o apelo do tricô – que fica evidente em iniciativas como o Knit Meat – já é uma tendência consolidada. A impressão é reforçada por uma iniciativa recente da Smart, que forneceu um carrinho para ser vestido com tricô como parte do festival Il Lusso Essenziale, realizado em Roma em meados de maio.

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Vendo tudo isso, eu me pergunto: seria o tricô o novo feltro? Em 2005, quando visitei a Tendence Lifestyle, em Frankfurt, foi a primeira vez que produtos em feltro (tapetes, bolsas e até joias) começaram a me chamar atenção. O que então era novidade, um tempinho depois virou uma “febre”, para mais tarde cair em total desuso (ciclo natural ao qual estão sujeitas essas microtendências). Quando uma tendência se difunde tanto a ponto de se vulgarizar, a gente já sabe que o próximo passo é a queda… Agora é esperar pra ver o quanto o tricô ainda vai resistir. Alguém arrisca um palpite?

(Via Designboom e Inhabitat. Foto do Smart: StartTheDay/Flickr )

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