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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Uma imagem para a sexta… (#11)


MAXXI_ZahaHadidArchitects©HeleneBinet_bx

Acho incrível a visão dessas escadas iluminadas no MAXXI (Museu Nacional de Belas Artes do século XXI), projetado por Zaha Hadid  em Roma. Vistas assim de perto, elas ficam ainda mais escultóricas…

O projeto foi anunciado recentemente como um dos finalistas ao Stirling Prize, premiação que o RIBA (Royal Institute of British Architects) promove todos os anos. Os vencedores serão divulgados no dia 02 de outubro.

(Via RIBA / Foto © Helene Binet)

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Não-lugar com personalidade

Ao lado dos shopping centers e supermercados, os aeroportos estão entre os mais conhecidos exemplos de não-lugares. Ocupados por pessoas sempre em trânsito, estes “espaços de ninguém” se caracterizam, dentre outros fatores, pela falta de identidade, como aponta Marc Augé em seu conhecido livro Não-Lugares.

No caso dos aeroportos, especificamente, a uniformidade da linguagem arquitetônica (normalmente formada por elementos metálicos e vidro) e dos sistemas de sinalização faz com que praticamente todos os aeroportos, onde quer que se localizem, sejam muito parecidos, sem qualquer elemento que os relacione com o contexto onde estão inseridos.

Abordagem completamente diferente foi adotada no recém-inaugurado terminal 3 do aeroporto internacional Indira Gandhi, em Nova Délhi. Os administradores do aeroporto decidiram dar ao terminal uma ideia de contexto, evidenciando valores indianos. Achei o resultado muito bacana, vejam só:

Mãos no aeroporto de Nova Déli

Concebido pelo escritório indiano Incubis Consultants, o projeto de interiores do novo terminal se destaca por uma grande instalação localizada no saguão principal, na qual mãos gigantes saem de uma parede revestida com discos metálicos.

“O posicionamento básico que criamos para o terminal foi ‘Índia Expressiva’. Todas as danças indianas clássicas usam mudras (gestos com as mãos). É um vocabulário comum”, disse Amit Gulati, do Incubis, ao Wall Street Journal. (Para ver o significado dos nove mudras usados no projeto, clique aqui)

A concretização da ideia da instalação ficou a cargo do designer indiano Ayush Kasliwal, que utilizou 675 discos de alumínio com revestimento em cobre, sustentados por uma estrutura em alumínio fundido, que também sustenta as nove mãos, feitas em resina com pintura metálica para serem mais leves (ou menos pesadas – cada uma pesa cerca de 150 quilos!).

Se a moda pegar, a neutralidade entediante dos aeroportos estará com os dias contados… tomara!

(Via The Wall Street Journal / Fotos: Incubis Consultants)

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Outra qualidade do bom design: ele educa!

Adoro quando o bom design é capaz de incentivar mudanças positivas no comportamento das pessoas. A gente sabe que o mínimo da civilidade quando as pessoas levam seus cachorros pra passear é recolher a sujeira que os peludos distribuem pelas calçadas, não é? Pois fico passada de ver como tem gente que ignora e simplesmente faz de conta que não é com ele/ela.

Dog Poo bags_1

Então quero ver esses aí resistirem ao charme das Dog Poo Bags (algo como “saquinhos para ‘caca’ de cachorro”, em tradução pra lá de livre). Criadas pelas designers Andrea Gadesmann e Nina Dautzenberg, do escritório alemão Jungeschachtel, as bolsinhas são uma forma higiênica e simples de cumprir uma função chatinha – mas muitíssimo importante. Super prático:

Dog Poo bags_2

Além da facilidade de uso, as sacolinhas conquistam também pelas mensagens engraçadinhas. Pra melhorar, só se elas fossem biodegradáveis, né? Aí seria perfeito… E, claro, se fossem vendidas no Brasil (mesmo pela internet não é possível – o site das designers vende o produto para outros países, mas os da América do Sul não estão incluídos, pelo menos por enquanto).

Dog Poo bags_3

Em tempo: o “modelo” da foto lá no alto é o Cuno, mascote do escritório de Nina e Andrea, e que inspirou a criação dos saquinhos. Segundo as designers, outras novidades podem ser esperadas em breve…

(Via YankoDesign e Dog Poo Bags)

terça-feira, 27 de julho de 2010

3º Prêmio Holcim para Construção Sustentável


3o Holcim Awards
Estão abertas as inscrições para o terceiro ciclo do Holcim Awards, importante prêmio internacional de estímulo à construção sustentável. Promovida pela Holcim Foundation for Sustainable Construction, a iniciativa distribuirá US$ 2 milhões em prêmios para os melhores projetos em construção sustentável.

Podem participar do Holcim Awards arquitetos, projetistas, engenheiros e responsáveis por projetos de construção sustentável. Os projetos concorrentes devem levar em consideração os seguintes aspectos: inovação e capacidade de transferência; padrões éticos e eqüidade social; uso eficiente de recursos naturais; desempenho econômico e compatibilidade; impacto estético e adequação ao contexto.

Para participar da categoria principal, os projetos devem estar em estágio avançado, com alta probabilidade de execução. Outra opção é a categoria Next Generation, voltada a jovens maiores de 18 anos que apresentam projetos criados nas universidades.

As inscrições para a primeira etapa do prêmio seguem até o dia 23 de março de 2011 e devem ser realizadas pelo site www.holcimawards.org. Importante: a apresentação dos projetos precisa ser feita em inglês, idioma oficial da premiação. Para mais informações, clique aqui.

(Via Holcim Awards)

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Enquanto tem espaço na estante…

…que tal usar um aparador de livros minimalista e espertístimo como esse? A maleabilidade do metal e as pontas antiderrapantes em borracha permitem que ele se adapte a diferentes situações. Pra melhorar, o consumo de material é bem reduzido. Se interessou? Tem pra vender aqui.

Bendit

(Via HolyCool.net)

Reuso inteligente e bem-humorado

Os leitores mais frequentes do Design do Bom já devem ter percebido que eu sou fã do reuso, né? Acho ótimo quando a criatividade de designers e artistas é empregada para dar vida nova a produtos que, de outra forma, estariam destinados ao lixo – ou, na melhor das hipósteses, ao reciclo (que nem sempre aproveita o produto em sua totalidade).

Pois vejam que ideia bacana teve a artista inglesa Anna Garforth: ela transformou garrafas usadas de leite em vasos cheios de graça, com um quê de cartoon, que lembram cabeças de bichos nas quais as plantas assumem o papel de “cabelos” dos personagens.

Head Gardner''

Adorei a proposta, que além de simpática é duplamente “verde”: pelo reuso em si e por ser uma forma de incentivar o cultivo de vegetação na cidade – afinal, quem não se deixaria cativar por essas figurinhas?

(Via Designboom; Fotos © Anna Garforth)

domingo, 25 de julho de 2010

Design contra o câncer de mama


bolsa_marimekko_avon

Quem curte design têxtil vai bater o olho na bolsa acima e sacar que se trata de uma Marimekko. A marca finlandesa é um ícone do design têxtil e colocou o seu padrão floral mais emblemático (o Unikko, concebido por Maija Isola em 1964) nesta bolsa criada para a campanha Avon Contra o Câncer de Mama.

Produzida em edição limitada, a bolsa custa R$ 39,00 e pode ser comprada no site da campanha. Todo o lucro das vendas será destinado à construção e ao equipamento dos centros de prevenção ao câncer de mama no Brasil. Achei a iniciativa super bacana e já aderi! 

(Via Modalogia)

sábado, 24 de julho de 2010

Simplicidade, invenção e inovação


Agulha fácil

…e continua crescendo a galeria do “como ninguém pensou nisso antes?” aqui no blog. Agora é a vez da Spiral Eye Needle, uma agulha criada pela norte-americana Pam Turner para facilitar a colocação da linha.

A cena é bem familiar: a pessoa corta um pedaço de linha e se prepara para colocá-lo na agulha. Tenta uma, duas, três vezes (e quantas mais sua paciência permitir), até que desiste e pede a alguém mais jovem para fazer essa tarefa. Pois essa história também acontecia com a mãe de Pam, e nos últimos anos ela própria começou a sentir tal dificuldade. E foi isso que a levou a inventar a “agulha mágica”, que possui uma abertura engenhosa na lateral para permitir que se coloque a linha mesmo sem enxergar quase nada – basta escorregar a linha pela agulha até sentir a fenda. Uma ideia e tanto!

A agulha é especialmente útil para pessoas mais velhas e/ou com alguma deficiência visual ou motora, mas também é muito bem-vinda pelo público em geral. Afinal, colocar linha na agulha (do jeito tradicional) é algo bem chatinho de se fazer, não é?

Embora a criadora dessa agulha genial se considere uma inventora, na minha opinião ela resolveu – perfeitamente, diga-se – um problema de design. Aliás, será mesmo que existe algum limite entre o design e a invenção? A invenção não faz parte do design, afinal? Se buscarmos algumas definições muitíssimo básicas – como no dicionário Houaiss, por exemplo – já podemos ter a certeza que sim, pois a imaginação produtiva ou criadora e a capacidade criativa (algumas das definições existentes para “invenção”) são elementos essenciais na concepção de um produto (máquina, utensílio, mobiliário, embalagem, publicação etc.), esp. no que se refere à sua forma física e funcionalidade (uma das definições listadas para “design”).

Agulha fácil 2

Assim, vemos uma “designer de primeira viagem” que criou, a partir de diversos estudos e protótipos, um produto que realmente inova em sua funcionalidade. (Após o sucesso com as agulhas de costura, ela agora trabalha no desenvolvimento de agulhas cirúrgias baseadas no mesmo princípio). No caso de Pam Turner, a vivência do problema motivou a busca da solução.

Esse exemplo só comprova uma coisa: é fundamental que os designers criem a partir da necessidade do usuário e não dos produtos já existentes, pois somente dessa forma colocarão a “invenção” a serviço da verdadeira inovação. Mesmo nas coisas mais simples, como uma agulha de costura. Bravo!

(Via Core77 e InventorsEye)

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Uma imagem para a sexta… (#10)

Uma barbaridade de lindas as fotos do Steve McCurry… Visitei a exposição “Steve McCurry: o desassossego da cor”, que está em cartaz na Galeria de Babel, e fiquei passada com a intensidade das fotografias… Recomendo muito!

Steve McCurry_1

Quem estiver em São Paulo ainda pode visitar a exposição (que é a primeira individual de McCurry no Brasil), mas é bom se apressar, porque amanhã (24/07) é o último dia…

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Bicicletas na metrópole – parte 2

Ontem eu falei aqui sobre um concurso de ilustrações promovido em Londres para incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte na cidade. A iniciativa é super bacana, mas o melhor é o fato dela não ter sido uma iniviativa isolada. Afinal, não basta dizer aos cidadãos que usem a bicicleta; é preciso dar a eles condições para que isso aconteça de forma segura.

ciclovias londres

A prefeitura de Londres lançou, nesta semana, um projeto que prevê a implantação de doze ciclovias que ligarão o centro de Londres aos bairros periféricos. Duas já foram inauguradas, e mais dez devem ser lançadas até o final de 2015.

O projeto é ambicioso e busca gerar uma revolução ciclística em Londres, segundo informa o site do Departamento de Transportes: a ideia é aumentar o número de ciclistas em 400% até 2025 (em relação aos níveis do ano 2000).

ciclovias londres 2

O sistema ainda precisa de aperfeiçoamentos para garantir a segurança dos ciclistas (o principal problema tem sido que os carros não respeitam o espaço demarcado e invadem a ciclovia nas horas de pico), mas o fato da prefeitura ter decidido pela implantação da ciclovia já é um bom começo.

ciclovias londres 3

Segundo o Departamento de Transportes de Londres, o lançamento das “superciclovias” tem os seguintes objetivos:

  • Melhorar as condições para aquelas pessoas que já utilizam a bicicleta para se deslocar na cidade; 
  • Encorajar aqueles que ainda não usam a aderir às bikes;
  • Ajudar a reduzir o congestionamento;
  • Aliviar a sobrecarga no transporte público;
  • Reduzir a emissão de poluentes.

As três últimas vantagens já seriam suficientes para incentivar a adoção de ciclovias nas grandes cidades brasileiras. Se pensarmos ainda na economia financeira que o uso da bicicleta pode representar e no quanto seu uso regular pode contribuir para a melhoria da saúde da população, só aumenta o desejo de ver nossas cidades mais amigáveis para com os ciclistas…

(Via FastCoDesign; BBC; Transport for London; London Cycling Campaign)

terça-feira, 20 de julho de 2010

Bicicletas na metrópole – parte 1

Nós últimos tempos tenho visto muitas bicicletas bacanérrimas serem lançadas (algumas eu já publiquei aqui) e grande parte delas tem o objetivo de facilitar o dia-a dos usuários que vivem nas grandes cidades. Não é nenhuma novidade que a difusão do uso da bicicleta como meio de transporte é uma solução inteligente, barata e eficaz para dois grandes problemas: o trânsito caótico e a poluição atmosférica (ambos causados pelo excesso de veículos).

cartaz bike 1

E aí que eu acho super bacana quando a iniciativa pública encampa essa ideia e resolve investir fundo na promoção do uso massivo das magrelas.

Uma das iniciativas foi o concurso promovido pelo Museu do Transporte de Londres em conjunto com a Associação de Ilustradores. Os artistas gráficos deveriam criar ilustrações que evidenciassem a relação entre a bicicleta, o meio ambiente, a saúde e a diversão da população.

cartaz bike 2

Mais de mil trabalhos foram inscritos; os 50 finalistas participam de uma exposição no próprio museu, que segue até 22 de agosto. As três ilustrações premiadas serão usadas para divulgar o Barclays Cycle Hire, um serviço de locação de bicicletas, e também a inauguração de uma “superciclovia” – mas esse já é o assunto do próximo post. (No alto, cartaz de Mia Nilsson, classificado em terceiro lugar; acima, o primeiro colocado, obra de Rachel Lillie)
Para ver uma seleção de imagens dos finalistas, clique aqui.

(Via Eu Vou de Bike, London Transport Museum e Association of Illustrators)

segunda-feira, 19 de julho de 2010

A tradição como ponto de partida

Há cerca de um mês eu fiz um post sobre a importância de se ter um olho no passado e outro no futuro para poder inovar no presente. E foi imediatamente esse pensamento que me veio à cabeça quando vi as cadeiras e poltronas da linha Sealed, criada pelo designer François Dumas.

Sealed Chair 1

As peças são feitas a partir de bastões de termoplástico transparente fosco (a cadeira é formada por dois bastões, a poltrona por três), que são aquecidos no forno para ficarem flexíveis e, em seguida, são colocados em fôrmas de madeira até esfriarem e tornarem-se novamente rígidos.

Esta parte do processo remete à fabricação das tradicionais cadeiras Thonet, com a diferença que a matéria-prima da Thonet é a madeira, que recebe o calor na forma de vapor (a umidade é fundamental para que a madeira se torne flexível). Baseando-se num método histórico e adequando-o às matérias-primas e métodos produtivos contemporâneos, o designer não só chegou a uma proposta  estética interessante, como pode ter aberto os caminhos para uma nova técnica produtiva a ser difundida, provavelmente com custos menores do que os tradicionais métodos de injeção.

Sealed Chair 2'

As partes da cadeira são conectadas por meio de uma técnica de “solda”: as peças são encaixadas e então o plástico é derretido, formando uma espécie de lacre. Assim, a transparência permanece intacta, potencializando a leveza visual da peça.

Sealed Chair 4

A animação a seguir ilustra com clareza o processo produtivo.

(Via Designboom)

Começando bem o dia…


Mr P Mugs 
Ótimas essas canecas que vi no HolyCool… dá até pra encarar a segunda-feira de bom humor, não é não?  ;-)

(Via HolyCool.net)

Koolhaas recebe Leão de Ouro em Veneza

Depois de vencer o Pritzker (no ano 2000), o arquiteto holandês Rem Koolhaas agora foi premiado com o Leão de Ouro da 12a Bienal Internacional de Arquitetura de Veneza.

“Rem Koolhaas ampliou as possibilidades da arquitetura, concentrando-se nas relações entre as pessoas e o espaço. Ele cria edifícios que estimulam a interação entre as pessoas, conseguindo, deste modo, objetivos ambiciosos para a arquitetura. Sua influência no mundo vai bem além da arquitetura, inspira pessoas dos campos disciplinares mais variados, envolvidas pela grande liberdade de seu trabalho”, afirmou a curadora desta edição, Kazuyo Sejima (que, aliás, foi a vencedora do Pritzker desse ano, junto com Ruye Nishizawa). A premiação de Koolhaas, portanto, dialoga perfeitamente com o tema desta edição da bienal: “People meet in architecture”.

O OMA (Office for Metropolitan Architecture), escritório fundado por Rem Koolhaas em 1975, é responsável por projetos que conquistam pelo grau de inovação que propõem, não apenas em termos estéticos, mas no âmago do projeto – o conceito. Um exemplo é a biblioteca pública de Seattle, no qual Koolhas e sua equipe desconstroem não apenas o volume do edifício, mas a própria concepção de biblioteca, propondo um modo inovador para os usuários “navegarem” pelo acervo bibliográfico. (Para mais imagens e informações sobre este e outros projetos de Koolhaas, clique aqui – é uma matéria que escrevi para a revista Arc Design em 2004).

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É este “pensar arquitetura” que faz toda a diferença, levando Koolhaas a se destacar no cenário mundial como um visionário. Pra melhorar, suas reflexões se expandem além da própria produção arquitetônica: o holandês publicou uma série de livros com reflexões (e provocações) sobre a arquitetura e a sociedade contemporâneas, que valem a leitura. Dentre eles, destaque para Delirious New York e S, M, L, XL, que se tornaram clássicos da área.

(Via La Biennale di Venezia. Fotos: 1. architectureinmedia.wordpress; 2. Fickr>wheelo28; 3. Flickr>Moody75)

domingo, 18 de julho de 2010

Design & Excellence Brazil 2011


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Designers e empresários podem inscrever seus produtos no Design & Excellence Brazil até o dia 09 de agosto de 2010. O programa oferece apoio financeiro, técnico e logístico aos interessados em concorrer ao iF Product Design Award 2011, importante premiação européia que acontece desde a década de 1950.

Para participar do prêmio, basta acessar www.designbrasil.org.br/debrazil e preencher o formulário on-line. Os produtos serão julgados pela qualidade do design, acabamento, escolha de materiais, grau de inovação, adequação ambiental, funcionalidade, ergonomia, percepção do uso, segurança, valorização da marca, design global e uso de novas tecnologias. Essa avaliação ocorre em duas etapas: primeiro os inscritos passam pelo crivo do comitê seletivo do DEBrazil, que aprova 100 produtos – estes seguem para o júri internacional do iF, na Alemanha.

Além de receberem o selo iF, os premiados participam de uma exposição na cidade alemã de Hannover, além de integrar a mostra virtual na página do iF e o yearbook do prêmio. Por aqui, o DEBrazil realiza a divulgação dos ganhadores em mídia nacional e internacional. Neste ano, os selecionados pelo comitê do programa serão automaticamente inseridos no catálogo de produtos do portal Designbrasil.org.br.

Pelo quarto ano consecutivo, o DEBrazil se encontra sob coordenação do Centro de Design Paraná, numa iniciativa do Ministério da Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Para ler o regulamento completo, acesse www.designbrasil.org.br/debrazil

*** Atualização: as inscrições foram prorrogadas para 13/08/2010.***

(Via Centro de Design Paraná)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Prêmio Design MCB 2010: inscrições abertas

 

24o premio MCB

Atenção, designers: na próxima segunda-feira (19/07) abrem as inscrições para a 24a edição do Prêmio Design Museu da Casa Brasileira, uma das principais premiações nacionais. Profissionais e estudantes podem inscrever seus trabalhos por meio do site do MCB, até 19 de agosto.

O produto conta com 8 categorias (Mobiliário; Utensílios; Iluminação; Têxteis; Equipamentos Eletroeletrônicos; Equipamentos de Construção; Equipamentos de Transporte; Trabalhos Escritos Publicados) e 8 modalidades (que correspondem a protótipos das sete primeiras categorias e Trabalhos Escritos Não Publicados).

Os autores das peças vencedoras em cada categoria receberão R$ 6.000 e os premiados em cada modalidade receberão R$ 2.000 (valor bruto). Além dos premiados, os finalistas selecionados pelo júri serão apresentados ao público em uma exposição, a ser realizada a partir de novembro.

Mais informações e o regulamento completo estão disponíveis no site do Museu da Casa Brasileira. Eventuais dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail 24premiodesign@mcb.org.br.

Uma imagem para a sexta… (#9)


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Pop na medida certa (na minha opinião, obviamente), o retrato espatulado feito pela artista francesa Françoise Nielly me chamou atenção pelos contrastes que encerra: um rosto doce desenhado a partir de traços duros, a expressão que guarda uma certa melancolia, mas é retratada com cores alegres e vibrantes. O resultado é simplesmente hipnotizante…

(Via The Cool Hunter)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

“Espelho meu” a qualquer hora e lugar

Pequeno e fino o suficiente para ser guardado na carteira, junto aos cartões de crédito e débito, o mini-espelho criado pelo designer Pavel Sidorenko conquista não só pela praticidade mas também pelo formato, que remete aos antigos espelhos de toucador – o “cabo” facilita a retirada do espelhinho da carteira. 

Pocket Mirror 1

Pocket Mirror 2

Ideia simples, simpática e útil – neste último quesito pelo menos as leitoras irão concordar comigo, tenho certeza.   ;-)

(Via Yanko Design)

Bicicleta elástica


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À primeira vista, a bicicleta aí de cima parece bem comum, né? Mas, na verdade, ela tem uma característica inusitada: basta acionar uma alavanca para que seu quadro se torne maleável, podendo ser dobrado ou curvado.

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A criação é de Kevin Scott, aluno da De Monfort University, em Leicester, Reino Unido. A ideia de Scott era fazer com que fosse mais fácil e seguro estacionar (e travar) a bicicleta na cidade.

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As explicações sobre o funcionamento da tranca não são muito claras, mas, pelo que pude entender, quando a bicicleta é dobrada ao redor do poste, um dos lados do guidão entra em um fecho sob o assento, travando a bichinha no lugar. Também foi citada a opção de usar um cadeado comum de bicicleta, mas com a vantagem de que ele pegaria, de uma só vez, as duas rodas e o quadro.

A bicicleta ainda é um protótipo, mas Kevin Scott venceu o prêmio New Designer of the Year e pretende utilizar o dinheiro recebido para avançar no desenvolvimento do produto.

(Via Designboom e Daily Mail; fotos ©Tony Kyriacou/Rex Features)

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Energia renovável… e amigável

GE WattStation_1

À primeira vista, os objetos da foto acima podem parecer lanterninhas simpáticas com formas interessantes. Mas na verdade, trata-se de um projeto que pode mudar a rotina de muitos habitantes de grandes centros urbanos. Trata-se da GE WattStation, uma estação para o carregamento de veículos elétricos.

Desenvolvido pela equipe do escritório Fuseproject, que tem à sua frente o designer Yves Béhar, o projeto reinterpreta a tradicional bomba de gasolina, tornando seu desenho mais fluido e seu volume, mais compacto. Um corpo cilíndrico se desdobra em linhas fluidas para formar a interface digital circular.

GE WattStation_2

GE WattStation_3  

“Equipada com a tecnologia Smart Grid, da GE, a estação permite que o veículo seja completamente carregado em um período de 4 a 8 horas, em vez das 12 a 18 horas necessárias normalmente”, explicam os designers. 

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Ao tomar a bomba de gasolina como ponto de partida do projeto, os designers tornam o produto mais amigável e acessível, facilitando a aceitação da nova tecnologia e, consequentemente, sua maior difusão.

“A energia é um dos grandes desafios que temos hoje e, como designer, acho muito importante projetar soluções para energia”, afirma Béhar (cujo trabalho tem englobado, de forma recorrente, a preocupação ambiental – postei aqui outro produto bacana criado por ele).

Segundo o Fuseproject, a WattStation será implantada em todos os Estados Unidos, na Europa e na Ásia.

(Via Fuseproject)

terça-feira, 13 de julho de 2010

Energia solar boa, bonita e barata?

Essa é mais uma ideia que entrou para a minha lista do “como ninguém pensou nisso antes?”: a empresa SoloPower lançou ontem uma linha de painéis solares flexíveis para telhados.

SOLOPOWER

A empresa afirma que, além de mais baratos que os painéis convencionais (em vez de células de silicone, utilizam uma combinação de cobre, índio, gálio e selênio), os novos painéis são mais leves do que aqueles de vidro, e também têm instalação mais rápida. O preço dos módulos, no entanto, ainda não foram divulgados.

Uma vantagem certa é a menor interferência dos novos painéis no aspecto estético do edifício, já que a espessura bem fina facilita a integração visual ao telhado. Tomara que o preço seja mesmo acessível e que o produto chegue até nós em breve…

(Via CNet News e Gunther Portfolio)

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Uma imagem para a sexta… (#8)

As paisagens fotografadas por Andreas Reinhold exploram vigorosamente as perspectivas e a longa exposição. O resultado é incrível: céus que parecem pintados a pincel, com o uso de paletas cromáticas super ricas e rastros deixados por nuvens e estrelas cadentes… Confira toda a série aqui.

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(Via Behance.net)

WGSN indica o DESIGN DO BOM!

Pessoal, queria compartilhar com vocês uma novidade que me deixou muito feliz: o Design do Bom foi publicado no mega-power portal de tendências WGSN, que o indicou como um dos 10 blogs mais bacanas da América Latina!

DDB no WGSN jul-2010

Gostaria de agradecer a todos os leitores que vêm acompanhando o DDB desde o início do blog, há cerca de cinco meses. Tenho me divertido muito escrevendo aqui, espero que vocês estejam gostando também.

E outro super obrigada à Helô Righetto, autora da matéria. Uma curiosidade: o blog de design da Helô, sempre muito dinâmico, foi uma das inspirações para eu decidir “vencer a preguiça” e começar meu próprio blog. Não é um mundo pequeno, esse nosso?  ;-)

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Pallets reinventados

Uma casa de ópera efêmera e construída a partir de um objeto banal e anônimo, de estética deliberadamente despojada (ou “pobre”, dependendo do ponto de vista). Parece estranho?

Não na cabeça do arquiteto Jacques Plante, que projetou a Opéra Palette, feita a partir de inúmeros pallets, utilizados em sua forma, material e dimensões originais.

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O resultado é surpreendente: a partir de elementos humildes como os pallets, Plante concebeu um edifício visualmente sofisticado e que, com o auxílio da iluminação, ganha contornos poéticos.

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A construção da Opéra Palette está prevista para Julho de 2011, no Canadá, por ocasião do Festival Internacional de Ópera de Quebec. Após a desmontagem do edifício temporário, os pallets serão reenviados ao fabricante para retornarem ao seu uso original.

(Crédito das imagens: Alexandre Guérin)

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Concurso: Pôster 50 anos de Salão do Automóvel

Estão abertas as inscrições para o concurso do pôster comemorativo dos 50 anos do Salão do Automóvel. Podem participar estudantes de cursos técnicos e superiores de graduação em Design, Design Gráfico, Desenho Industrial, Publicidade e Comunicação.

Concurso Salão do Automóvel 50 Anos

O vencedor do concurso receberá um MacBook, o segundo colocado, um Blackberry, e o terceiro, um monitor LCD. Os três premiados e os demais finalistas terão seus trabalhos impressos e expostos no Salão do Automóvel 2010, que acontecerá no Centro de Exposições do Parque Anhembi, de 27 de outubro a 07 de novembro de 2010.

As inscrições podem ser feitas até 31 de agosto. Mais informações e o regulamento completo estão disponíveis no hotsite do concurso: www.salaodoautomovel.com.br/concurso.

terça-feira, 6 de julho de 2010

“Puxadinho” para estantes


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O designer Matthias Ries é alemão, mas esse produto que ele criou tem um espírito bem brasileiro. Concebido para “dar um jeitinho” em estantes lotadas, o Plus One é composto por um módulo em madeira laminada curvada e um elemento conector tubular em forma de “U”.

O espaço que ele acrescenta não é muito grande, mas é uma opção bem útil para armazenar os livros e materiais que estamos usando mais no momento, como destaca o próprio designer no seu site.

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Os módulos possuem dois padrões: nogueira ou maple, e os conectores tubulares são emvolvidos por “meias” que não apenas protegem a superfície da estante de qualquer desgaste como também permitem a customização do produto. Eis um puxadinho cheio de bossa…

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(Via
I New Idea e Matthias Ries)

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Kartell nos pés… agora com estilo

Mais uma parceria entre a Kartell e a Moschino: depois do sucesso das cadeiras Mademoiselle (design Philippe Starck e revestimento by Moschino), a gigante italiana dos móveis em plástico lança agora a Bow Wow, uma linha de sapatilhas criada em parceria com a marca fashion. (Na verdade, uma outra coleção já tinha sido lançada antes, mas era bem “sem sal”.)kartell moschino BowWow 1

A nova linha, por outro lado, é bem simpática. As sapatilhas parecem ter sido feitas a partir de uma única tira de plástico, que se desloca em zigue-zague para envolver o pé. Além de charmoso, esse recurso também deixa alguns espaços vazados, tornando a sapatilha mais fresquinha e confortável para o verão.

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Pra completar, a cartela de cores é uma graça… A linha Bow Wow deve começar a ser vendida lá fora em janeiro de 2011.

(Via Vogue UK e The Trendy Girl)

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