Páginas

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Facilitadores do dia-a-dia

Quem nunca se irritou com uma régua de tomadas que se manifeste. Sempre tem aquele plugue que é mais “robusto” e acaba inutilizando a tomada vizinha – e eu sempre me perguntava porque os fabricantes simplesmente ignoravam um problema tão básico.

Pois hoje vi que uma empresa norte-americana está lançando uma régua que resolve esse problema, pois além de haver mais espaço entre as tomadas, elas são articuláveis, de modo que é possível transformar o formato do conjunto conforme as necesidades. Olha que bacana:

power_strip_zigzagpower_strip_circular

power_strip_envolvendo

Outro utensílio bacana que traz uma solução simples e eficiente para um problema prosaico é a Buzbox. Trata-se de uma caixa de gelo com uma tampa de borracha, a qual contém as divisórias para formar os cubinhos. E essa simples diferença resolve vários problemas:

  • a colocação da água é mais prática, pois não fica respingando nas divisórias tradicionais;
  • com a tampa, não há o risco de derramar água no chão no caminho da pia até o congelador;
  • a tampa também evita que os cubos de gelo peguem aquele “gosto de geladeira”;
  • a bandeja de baixo pode ser levada à mesa para servir.

singlegreen_icesinglegreen_icecubes

E viva o bom design nos objetos do cotidiano!  ;-)

(Via HolyCool.net e Quirky; Yanko Design e Buzbox)

terça-feira, 29 de junho de 2010

Os pixels estão vivos!

Living Pixels 4

Simples e de efeito a ideia que o coletivo SDWorks, formado por designers da Universidade Politécnica de Honk Kong, teve para a criação desta linha de luminárias, que recebeu o sugestivo nome de Living Pixels.

Os difusores são construídos a partir de banners descartados, recortados e costurados para dar a impressão de pixels. Mas o mais legal é que eles optaram por colocar o lado impresso para dentro e o branco para fora, gerando uma espécie de “efeito surpresa”: quando estão apagadas, as luminárias são monocromáticas, discretas; mas ao serem acesas, uma explosão de cores vêm à superfície, com degradês riquíssimos. Um luxo!

Living Pixels 3

Living Pixels 1

Living Pixels 2

(Via Yanko Design)

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Singapura ou Babilônia?

Marina Bay Sands Skypark 1

Essa piscina definitivamente é para aquelas pessoas que não se inibem com a altura. A vista pode ser incrível, mas nadar a 55 andares de altura numa piscina com borda infinita não é pra qualquer um… Além de corajoso, o sujeito precisa ser capaz de bancar a conta, afinal a tal piscina fica localizada no topo do Marina Bay Sands Skypark, um hotel de luxo (e cassino) inaugurado em Singapura na semana passada.

Marina Bay Sands Skypark 3

A ideia, em tese, é bem bacana: uma piscina bem ampla (150 metros!), suspensa com vista para a metrópole. O problema é que materialização dessa ideia só é bonita pra quem está lá em cima: apoiado sobre três arranha-céus, o parque suspenso parece um “elefante branco” quando visto do chão (possui 380 metros de comprimento, maior do que três campos de futebol!). 

Marina Bay Sands Skypark 4

Podem me chamar de cri-cri, mas não consigo achar que pode ser cool criar algo que seja legal para alguns ao custo de se “enfeiar” uma cidade inteira. Como a gente pode ver, verbas astronômicas (80 milhões de euros, nesse caso) não garantem arquitetura de qualidade – infelizmente para Singapura…

(Via Gizmodo e La Repubblica)

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Uma imagem para a sexta… (#6)

Essa foto realmente me seduziu… A caligrafia efêmera criada por Andrew van der Merwe em uma praia da Cidade do Cabo, África do Sul, é baseada em alfabetos tribais, como o dos Tuaregs. Não há nada escrito, trata-se de uma composição puramente gráfica. Lindo demais!

Atlantic Light

Clique aqui para ver outras criações bacanas de Andrew van der Merwe.

(Via Behance)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Replicando o passado…

Acho que eu já disse aqui que, para mim, o bom design necessariamente precisa olhar para o futuro. Isso não quer dizer que a história possa ser ignorada – muito pelo contrário –, mas que podemos nos valer do passado e do presente para, a partir deles, recriar a nossa realidade.

E é aí que eu não consigo entender o porquê de algum designer investir seu tempo para criar dois produtos como esses aí de baixo. 

telefone iPhone 2

O primeiro é o iRetrofone, uma base para iPhone que simula os antigos telefones de baquelite (mas não é antiga; aliás, cada peça é esculpida à mão a partir de um bloco de resina). No lugar do disco, no entanto, fica a doca para encaixar o celular. Aí o sujeito pode ligar usando o teclado do iPhone e falar com o fone “antigo”.

A segunda invenção é um kit que transforma máquinas de escrever antigas em teclados para o iPad (a conexão é feita via porta USB). Quem preferir já pode comprar a máquina convertida.

usb typewriter 1

usb typewriter 3

E então eu penso que isso tudo parece um grande contrasenso, pois esses dois produtos vão contra a essência do iPad e do iPhone, que é a mobilidade. Quem, em sã consciência, vai preferir telefonar preso a um fio em vez de poder se movimentar livremente? O mesmo vale para a máquina de escrever, que, pesadíssima, não pode ser transportada com a mesma facilidade do seu “papel” (o iPad).

Além da mobilidade, há a própria questão da funcionalidade: qual é o sentido de ser obrigado a “surrar” o teclado de uma velha máquina de escrever se os teclados atuais são muito mais confortáveis, macios e silenciosos?

Essa mimetização do passado, a meu ver, é a antítese do bom design… E vocês, o que acham dos fake vintages?

(Via Gizmodo e Designboom)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Uma imagem para a sexta… (#5)

Ooooops, hoje são duas!  É que são bonitas demais as fotos de Klaus Kampert para um calendário feito pela companhia de ballet da Deutsche Oper am Rhein, de Dusseldorf. Para visualizar todas, clique aqui.

Klaus Kampert_Calendar 1

Klaus Kampert_Calendar 2

(Via Behance)

quinta-feira, 17 de junho de 2010

A hora é agora

Poético e provocativo o calendário apresentado pela designer alemã Susanna Hertrich durante o último DMY, em Berlim. O Chrono Shredder tem, em seu interior, um rolo contendo todos os dias do ano; com o passar das horas, o rolo gira e o papel vai sendo triturado, lembrando-nos incessantemente da volatilidade do “agora”.

Chrono Shredder_1

“Todo o tempo que é irreversivelmente perdido ganha uma existência tangível na forma do papel triturado. Com o passar do tempo, os restos esfarrapados do passado se empilham sob o equipamento”, explica a designer. Um estímulo e tanto para não ficar vendo o tempo passar…  ;-)

Chrono Shredder_2

(Via Dezeen)

Da cozinha para o resto da casa…

Eu adoooooro latinhas. Confesso que já cheguei até a comprar comidas que eu não gosto só por causa de uma latinha bonita. Mas esquisitices à parte, a verdade é que as latas fazem cada vez mais parte do nosso cotidiano, e a maioria delas – descontado o rótulo – é bem simples, não tem nada de especial. E acabam indo parar no lixo.

E foi aí que a proposta do designer inglês Jack Bresnahan me ganhou: ele criou nove tipos de “tampas” para serem aplicadas àquelas latas mais básicas, deixando-as com um aspecto super bonito e dando novas funções. Uma forma simples, inteligente e charmosa de reuso.

Bresnahan Eco Lids 1

Bresnahan Eco Lids 2

Bresnahan Eco Lids 5

Bresnahan Eco Lids 4

(Via TrendLand)

Pra saborear com os olhos

Ando num ritmo de trabalho enlouquecido, por isso acabei aparecendo pouco por aqui… Mas não pude resistir a fazer um post rapidinho (ê, vício… rsrs).

Achei sensacional o trabalho do italiano Fulvio Bonavia com a fotografia. Lindo e difícil de definir… e precisa?

Fulvio Bonavia 1

Fulvio Bonavia 2 copy  Fulvio Bonavia 3

Fulvio Bonavia 4 Fulvio Bonavia 5

 Fulvio Bonavia 6

Bonavia começou a carreira como designer gráfico e ilustrador, depois partiu para a fotografia. As fotos já denunciam, né? As imagens aí de cima são da série “A matter of taste”, mas no site do moço tem várias outras fotos bacanérrimas.

(Dica da queridíssima e super antenada Betina Hakim – thanks, Be!)

domingo, 13 de junho de 2010

Movimento estático

Agitação intensa que envolve de modo vertiginoso – eis a definição do dicionário Houaiss (sentido figurado) para a palavra “turbilhão”. Pois se aplica muito bem ao vaso Tourbillon, criado pelo estúdio francês A+A cooren. Simples e arrebatador: a fluidez da água capturada pela rigidez do vidro…

O formato neutro e o acabamento perfeitamente liso da parte externa parecem acentuar ainda mais o movimento visual da parte interna, num efeito hipnotizante.  

Tourbillon_1

Tourbillon_2

O vaso pertence a uma série limitada de 21 peças, e está em exposição na galeria S. Bensimon, em Paris, até amanhã, como parte do Designer's Days.

(Via Designboom; fotos © Joao Vieira Torres)

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Uma imagem para a sexta…

Nesta última semana o relógio não tem sido meu amigo… mas olhando pra essa foto inspiradíssima do Philipp Klinger, meu algoz fica bem mais simpático.

3839998414_9102b3f545_o

(Via Flickr)

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Inovar a partir da história

Eu entendo o design como uma disciplina que é, por natureza, orientada para o futuro. Mas conhecer a história do design, e se valer dela, pode fazer a diferença para se chegar a um resultado surpreendente. Quer ver?

O designer Daniel Lorch apresentou, na oitava edição do festival internacional de design DMY (que acontece em Berlim até o dia 13), uma cadeira interessantíssima baseada nos móveis de aço tubular desenvolvidos entre as décadas de 1920 e 1940.

daniellorch_splitchair_01

daniellorch_splitchair_02

À primeira vista, a Split parece uma cadeira normal, mas um segundo olhar nos faz ver que o tubo que forma o encosto é dividido em dois (e por isso o nome “Split”), dando origem aos apoios de braços e às pernas, numa solução que permite o uso inteligente do material, assim aproveitado ao máximo.

Ao estudar e reinterpretar uma técnica antiga (a dobra do aço tubular) com base na tecnologia atual (corte a laser 3D), Lorch conseguiu chegar a uma solução não apenas inteligente, mas inovadora. Isso é design do bom!!

daniellorch_splitchair_03

(Via Today and Tomorrow e Daniel Lorch)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Quando o imaterial se torna tangível

UVA_Y3_0301

Em tempos de Fashion Week (a SPFW começa hoje), me lembrei desse trabalho fantástico que o estúdio londrino United Visual Artists criou para o desfile de outono 2010 da Y3 (grife de Yohji Yamamoto para a Adidas) na semana de moda de NY.

Usando principalmente lasers brancos, eles manipularam o espaço criando “arquiteturas virtuais” que destacavam a passarela (e o vão de onde surgiam as modelos) e iam se transformando ao longo do desfile. Não sei como estava a coleção, mas com certeza a cenografia foi um espetáculo à parte.  ;-)

UVA_Y3_0137

UVA_Y3_3455 
(Via UVA)

terça-feira, 8 de junho de 2010

Pior a emenda que o soneto?

Jan-Vormann_1

Não nesse caso. O artista Jan Vormann propôs o uso de Lego para reparar os estragos de alguns prédios de Bocchignano (Itália) e de Berlim. E não é que ficou interesante? Tudo bem que eu sou fã assumida de Lego (já fiz outro post sobre isso), mas realmente acho que o efeito visual ficou bacana.

Jan-Vormann_2

O melhor, na minha opinião, é que ao usar cores bem vibrantes, Vormann não tentou disfarçar o remendo, mas transformou em atração o que antes estava estragado. O velho ditado pode valer para muitas coisas, mas definitivamente não se aplica aqui.  ;-)

(Via Inhabitat)

domingo, 6 de junho de 2010

Gum Hooks: o silicone em nova função

Gaku Otomo 1 
Simples e bacana a ideia do designer japonês Gaku Otomo: feitos com silicone, os ganchos de parede não marcam as roupas. E o formato deles ainda é bem interessante, divertido na medida certa, sem ser infantil – embora, por causa do material macio, eles recomendem para quartos de criança. Para saber mais (ou comprar), clique aqui.

Gaku Otomo 2

(Via HolyCool.net)

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Casinhas empilhadinhas: agora é moda?

Os três projetos aí embaixo foram concluídos recentemente e tiveram bastante destaque na mídia especializada. Eu queria saber quem inventou a moda de empilhar casinhas de forma tão literal…

WAM - hotel AmsterdamInntel Hotel Amsterdam, projeto dos escritórios Molenaar & Van Winden / WAM
(Foto: Roel Backaert ©)

Icon_FujimotoApartamentos em Tóquio, projeto de Sou Fujimoto publicado na revista Icon 085

VitraHaus - H&dMVitraHaus, show-room Vitra em Weil am Rhein, projeto de Herzog & de Meuron 

(Fontes das imagens: WAM, newsletter IconEye, Core77)

Uma imagem para a sexta…

horizonte08

Super poética essa foto, clicada pelo fotógrafo Bruno Cals. A partir deste ponto de vista, a fachada do prédio – que parece ser a Prada de Tóquio, projeto de Herzog & de Meuron – assume outra leitura (seria o mar, talvez?) e a linha do horizonte vai ser definida pelo encontro do prédio com o céu. Lindo! 

A imagem integra a série Horizontes, em exposição até 31 de julho na 1500 Gallery, em Nova York.

(Via TrendLand)

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Presentinho de “mêsversário”: novo domínio

1797590831_036dd45951

Olá, pessoal!

Hoje o DDB completa 4 meses de existência, e para comemorar a data eu ativei o domínio que havia registrado – assim fica mais fácil pra todo mundo lembrar! Então anotem aí: o endereço agora é www.designdobom.com.br!

Estou gostando muito de escrever aqui, tem sido uma verdadeira diversão. Espero que vocês estejam curtindo também.  ;-)

(Foto de Daniel Y. Go via Flickr)

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails