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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Gaetano Pesce propõe Melissa customizável

A Melissa aproveitou o Fashion Rio para lançar um modelo desenhado pelo designer italiano Gaetano Pesce. Esta parceria é algo que me parece bastante lógico – na verdade, fico até pensando que demorou para acontecer, já que Pesce é conhecido, dentre outras coisas, pelo seu trabalho inovador e experimental com resina poliuretânica, material cuja linguagem é muitíssimo próxima à do plástico utilizado pela Melissa.

Melissa job 01

Achei o modelito bacana, bem com o jeitão irreverente das criações de Pesce, mas o que mais me agradou foi o fato do designer ter concebido o sapatinho já pensando em criar uma peça customizável. Dessa forma, insere o consumidor no processo criativo.

melissa_pesce 2

Esse tipo de customização, premeditada pelo designer, também pode ser visto na linha A-POC, de Issey Miyake e Dai Fujiwara. Tanto no caso da Melissa quanto das roupas feitas com A-POC, basta uma tesoura (e uma ideia) para que o consumidor transforme a peça conforme deseja. O A-POC, no entanto, não é vendido no Brasil, e seu preço não é exatamente democrático. No caso da Melissa by Pesce, entretanto, minha impressão de que será um produto de amplo alcance – imaginando que o preço seja compatível com os demais calçados da marca. É esperar pra ver!  ;-)

Via Melissa

domingo, 30 de maio de 2010

Sonequinha geek

Às vezes a gente está trabalhando e bate aquele sono… E é nessa hora que cairia bem o acessório criado pelo designer Hafsteinn Juliusson.

O napBook é uma bolsa para carregar laptops que é acolchoada e assim pode funcionar também como travesseiro para tirar aquele cochilo no meio do expediente (depois do almoço, então, hein?).

Só de olhar o colega aí embaixo já deu uma vontade de acompanhar…  ;-)

napBook_1

napBook_2

(Via Domus Web e HAF; fotos Jónas Valtýsson)

sábado, 29 de maio de 2010

Pedacinho de Veneza no pescoço…

Que ideia inspirada teve a designer Merel Karhof… ela fotografou as águas de Veneza durante mais de um mês (sempre no mesmo lugar, na mesma hora do dia e usando as mesmas configurações na câmera) e transformou as fotos em uma paleta de cores liiiinda demais, dá uma olhada:

Thirty days Acquamarine_mntg

Olhando mais de perto dá pra ver que ela usa fragmentos das próprias fotos na composição de uma textura bacanérrima para o lenço. Uma legenda dos dias em que cada trecho foi fotografado também foi impressa no tecido.

02Thirty days Acquamarine_web

O mais incrível, na minha opinião, é o fato da designer ter enxergado essa possibilidade apesar da água, em si, não ter nenhum atrativo especial quando vista de perto, pois é normalmente turva e em alguns dias ainda havia bastante sujeira (como dá pra ver na foto abaixo).

dias mont_web

Designer dos bons, pra mim, enxerga possibilidades também em situações aparentemente desfavoráveis (ou sem atrativo) e as transforma de maneira positiva, como fez Karhof. Aposto que grande parte das leitoras do DDB gostariam, assim como eu, de carregar esse pedacinho de Veneza no pescoço. Acertei?

Via Mocoloco e Merel Karhof

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Quer sentar? Abra o livro!

Ontem postei um video de um apartamento mutante… Hoje vou falar de um móvel que se transforma. O Take a Seat, um banquinho criado pelo designer Darris Hamroun, se compacta na forma de um livro e assim pode ser guardado ocupando pouco espaço.

Take a seat 3

Feitas em madeira maciça, as “páginas” são desdobradas criando a estrutura, enquanto a “capa”, em tecido estofado, é um assento confortável. Não é design do bom?

Take a seat 1

Take a seat 2

O video abaixo mostra o livro se desdobrando para se transformar em banco:

Take a seat from darris hamroun on Vimeo.

Eu sou fã dos transformáveis no design e na arquitetura. Acho que ideias como essa são super adequadas à nossa realidade, na qual a falta de espaço se soma ao desejo pela ação e pelo inusitado. E pra quem gosta de receber visitas mas não tem muito espaço, o Take a Seat é uma solução perfeita! Arrume um espacinho na estante…

Via Yanko Design

Uma imagem para a sexta…

Na semana passada fiz um post na sexta-feira com uma imagem que achei super poética… Gostei do negócio, e decidi que nas sextas-feiras vou sempre postar uma imagem desse tipo, que nos inspire a começar bem o fim de semana.

lip tatoo_prototipo

Que tal poder colocar não só uma cor nos lábios, mas uma estampa bacana? Essa é uma ideia do Marcel Wanders, apresentada no catálogo de produtos que ele fez para a cadeia norte-americana Target no final do ano passado. Por enquanto o tatoo labial ainda é protótipo, mas quem sabe um dia… ;-)

Via design:related

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Apartamento mutante: o mini que é maxi!

Que tal ter um apartamento de 32 metros quadrados que tenha 24 ambientes? Sim, isso é possível! A proeza foi conseguida pelo arquiteto chinês Gary Chang, que, depois de viver anos neste apê minúsculo resolveu criar um sistema que permitisse a transformação dos ambientes conforme a necessidade de uso.

Domestic transformer

Assim ele pode desfrutar de ambientes mais espaçosos (um de cada vez, claro) em vez de ficar se espremendo no espaço diminuto. No seu mini-maxi apê, Chang pode ter até banheira, cama king-size e home-theater com telão. Não é um luxo?

O ponto-chave da solução criada pelo arquiteto chinês são as paredes, que deslizam pelo apartamento revelando os ambientes, e também incorporam alguns equipamentos, como o sofá, a cama e a mesa da cozinha. O vídeo abaixo mostra bem o funcionamento do sistema.

Chang vive em Hong Kong, onde a densidade populacional é altíssima e, portanto, muita gente vive em apartamentos muitíssimo pequenos. Poderia ser uma solução bacana para várias metrópoles, já que, não é novidade, o espaço está cada vez mais caro. Eu mesma, quando mudei para São Paulo, morei um tempinho num apê de 35 metros quadrados, e adoraria ter podido contar com um sistema desses…  ;-)

Via ArchDaily. Recebi a dica do @GrupoHabitat. Obrigada!

Concurso: design de brinquedo educativo

Profissionais e estudantes de arquitetura, design, decoração e paisagismo de todo o Brasil podem colocar sua criatividade a serviço da responsabilidade social, participando do concurso “Por um Futuro Incomparável”, promovido pela indústria catarinense Formaplas.

Concurso Formaplas

O objetivo é criar um brinquedo educativo feito em madeira, que será produzido pelos aprendizes do Projeto Aroeira e presenteado aos clientes da Formaplas no Natal deste ano. A renda será totalmente revertida para a entidade.

Os interessados podem se inscrever pelo site do concurso até 15 de junho. Os cinco melhores desenhos selecionados pela comissão julgadora serão divulgados para votação online; a ideia mais original será revelada no dia 12 de outubro.

Confira mais detalhes no site do concurso.

UDesign 2010

Udesign Sorocaba 2010

Quem estiver em Sorocaba (ou na região) entre os dias 14 e 18 de junho vai poder conferir a quinta edição do UDesign, evento promovido pelo curso de Design da Universidade de Sorocaba.  O evento inclui workshops e palestras com Alexandre Wollner, Décio Tozzi, Rodrigo Almeida, Colletivo, Animatório, Pedro Mendes da Rocha, entre outros. Para ver a programação completa e mais detalhes, clique aqui.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Estofando com a seringa

Industrial upholstery_1

O studio israelense Bakery ainda não tem nem um ano de existência e já vem com outro projeto super bacana (já tinha falado deles em outro post): o Industrial Upholstery, criação de Gilli Kuchik. O estofamento da cadeira é obtido por meio da injeção direta, entre as camadas de tecido, de dois tipos dieferentes de poliuretano: um com alta densidade para a parte estrutural e uma espuma de poliuretano para dar conforto ao sentar.

Industrial upholstery_3

A ideia, explica Kuchik, era explorar um novo jeito de se estofar as cadeiras, já que a estofaria é uma parte da produção moveleira cuja técnica é basicamente artesanal, com poucas mudanças ao longo da história.

Industrial upholstery_5

O bacana é que a designer não apenas propôs uma nova lógica produtiva, mas também uma nova estética, que deriva diretamente do processo produtivo. Pelo jeito, o jovem design israelense ainda vai dar muito o que falar… Oba!

Via Abitare

terça-feira, 25 de maio de 2010

Rotomoldagem caseira!

my first roto_1 

Adorei essa ideia dos designers do Studio Myfirst: um mecanismo low-tech para fazer rotomoldagem. Batizado de Myfirst Roto Moulder, o apetrecho vem em uma embalagem achatada e deve ser montado como mostra o vídeo logo abaixo.

Com o uso de moldes e resinas que funcionam a frio, a máquina permite a construção de objetos plásticos ocos. Veja o funcionamento no vídeo a seguir.

A reprodução deste processo industrial com uma ferramenta doméstica permite que designers e estudantes possam testar e desenvolver suas ideias para diversos projetos. Não é ótimo?

Compartilho com os rapazes do Studio Myfirst a convicção de que o pleno connhecimento do processo produtivo é essencial para que uma boa ideia se transforme, de fato, em um bom design.  ;-)

O Myfirst Roto Moulder é a evolução de um projeto desenvolvido pelos designers em 2008, o Rotational Moulding DIY. A máquina já está à venda e pode ser comprada aqui.

Via Designboom

Gaetano Pesce no Rio

Gaetano Pesce

Atenção, cariocas: o italiano Gaetano Pesce fará uma palestra no Rio de Janeiro, a convite da Escola Superior de Desenho Industrial (Esdi).

Conhecido por seus objetos de cores intensas, formas orgânicas e materiais inusitados, Pesce estará no Brasil para o lançamento de calçado desenhado por ele para a Melissa, e participará também da "Rio Fashion Week 2010". Além de apresentar o projeto para a Melissa, o designer falará sobre sua trajetória e seus projetos em diversas áreas do design, arquitetura e arte.

Pesce foi professor da Cooper Union de Nova York, cidade onde vive, e seus trabalhos integram coleções como a do MoMA (Museu de Arte Moderna de Nova York), o Musée des Arts Décoratifs de Paris e o Centre Georges Pompidou, da mesma cidade, que o homenageou com retrospectiva em 1996. Em 1993, o designer recebeu o "Prêmio Chrysler de Inovação e Design".

A palestra tem entrada franca e acontece nesta sexta-feira, 28 de maio, às 14h, na Esdi: Rua Evaristo da Veiga, 95 (Lapa). Para mais informações, clique aqui.

Via Sinal Esdi

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Uma imagem para a sexta…

Sexta-feira é dia de começar a se animar para o fim de semana. Para ir entrando no clima, aí vai uma imagem linda, que achei no blog do Bruno Moreschi.

Whole in a box

A ideia é super singela, e acho que por isso mesmo encantadora. O produto criado pelos dinamarqueses Soren Ulrik Pedersen e Claus Molgaard é simplesmente um pedaço de acrílico com um furo em forma de rosca. Mas essa é a base para se criar uma diversidade de vasos – basta cortar uma garrafa PET e rosquear a parte de cima ali; o “modelo” vai variar conforme a garrafa que for usada. Adorei!  ;-)

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Revale: o valor do design e das parcerias

Há alguns dias recebi o contato do Rafael Gatti, responsável pelo grupo de design experimental Design Simples, contando sobre o Revale, um projeto muito bacana desenvolvido por eles em parceria com a cooperativa de marcenaria Unindo Forças, localizada no Vale do Sol (Barueri-SP).

A cooperativa ocupa um galpão cedido pela prefeitura da cidade e recebe doações de pallets que não tem mais condições de uso. Após desmontar e reprocessar a madeira, utilizam-na como matéria-prima para seus produtos.

Revale_1

Durante três meses, três equipes de estudantes de design, de forma voluntária, trabalharam intensamente na criação de novos produtos para a cooperativa. E o resultado ficou ótimo, mostrando o sucesso do trabalho conjunto entre os designers (que propuseram produtos adequados a este tipo de matéria-prima) e os marceneiros (que empregaram toda sua maestria para a execução dos produtos, que parecem bastante bem-acabados, apesar da matéria-prima difícil).

Revale_2

Revale_3

“Fizemos acreditando que produtos melhores, com bom design, serão capazes de ser mais bem aceitos, retornando melhores resultados para a cooperativa e mais renda para cada cooperado”, me contou o Rafael Gatti.

Revale_4

Uma iniciativa que só tem benefícios: os estudantes colocam seus conhecimentos em prática (e adquirem novos) e os cooperados conseguem elevar sua renda por oferecer produtos mais interessantes. Desejo muito sucesso ao pessoal do Design Simples e torço para que esse tipo de ação se espalhe e ganhe força em todo nosso país. Isso é design do bom!!

Mais detalhes sobre os produtos resultantes e sobre as etapas do processo podem ser conferidos no site do Design Simples. Vai lá!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Poesia luminosa

Achei sensacional esse video criado pelo estúdio Super Bien

ENVISION : Step into the sensory box from SUPERBIEN on Vimeo.

Via LikeCool

Cartaz do Prêmio Design MCB 2010

O Museu da Casa Brasileira anunciou ontem o resultado do concurso para o cartaz de divulgação do Prêmio Design 2010.

Em sua 24a edição, concurso recebeu 791 inscrições. Os trabalhos foram avaliados pelo júri formado por Chico Homem de Melo, Daniel Trench, Didiana Prata, Kiko Farkas, Mari Pini e Ruth Klotzel, com a coordenação de Rico Lins. 

1° Lugar Cartaz 24° Prêmio Design MCB - Nadezhda Rocha

O cartaz vencedor (acima), criado por Nadezhda Rocha, se caracteriza pela concisão de elementos e, segundo o júri, a “economia visual e cromática enfatizam sua qualidade tátil e gráfica”. Além disso, o partido projetual da peça “fala do design menos pelo objeto e mais pela ideia do processo construtivo, modular, criando um sistema com alternância, ritmo e movimento”, ainda na visão do júri.

Outro cartaz que se destacou no concurso – e foi cogitado para o primeiro lugar – foi o criado por Fernanda Belo dos Santos (abaixo). A imagem utilizada, de acordo com os jurados, “pode ser entendida como um ícone da simbiose entre o designer e seus instrumentos de trabalho, simbiose da qual deriva o próprio design”.

Menção Honrosa Cartaz 24° Prêmio Design MCB - Fernanda Belo dos Santos'

As peças selecionadas e premiadas no concurso farão parte da exposição que ficará em cartaz no MCB entre novembro de 2010 e janeiro de 2011. O parecer completo do júri em relação aos trabalhos premiados e a lista de cartazes selecionados para a exposição podem ser conferidos no site do museu.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Superfícies “cool” na cidade kitsch

Meu último post sobre a viagem de Las Vegas… Na capital do kitsch, várias superfícies com texturas táteis e visuais bem interessantes atraíram meu olhar. Vou postar algumas delas aqui, espero que vocês gostem também.  ;-)

A fachada do Crystals é revestida por ladrilhos metálicos com
brilho suave que destacam as linhas desconstrutivistas do edifício

Ainda no Crystals: faixas criadas com materiais diversos (unificados pela cor) serpenteiam pelo piso do shopping, sem dar espaço para a monotonia

Fachada do Planet Hollywood: no conjunto, fica
bem “over”; mas a textura, em si, é interessante
 


Vitrine da Louis Vuitton no Crystals: círculos (nas formas) e quadrados (luz em backlight) em alusão aos dados – e à jogatina, que corre solta na Sin City

Parede na Strip, próximo ao Planet Hollywood: a luz banhada pela luz…

Não foi proposital, mas o efeito ficou bonito: quebrado, o vidro do guarda-corpo de uma passarela se transformou em “microcristais” que refletem a luz da cidade

A parede coberta de escamas (douradas, claro!) faz referência direta
ao nome do restaurante YellowTail, no Bellagio

domingo, 16 de maio de 2010

Design para a qualidade de vida…

Que tal visitar uma feira num pavilhão enorme com o pé quebrado? Pois é, isso foi justamente o que aconteceu com a pessoa da foto aí de baixo, com quem encontrei no Las Vegas Convention Center durante a Lightfair. Felizmente ele não precisou só da muleta, pois usava o RollerFoot, um equipamento bacanérrimo que facilita a locomoção e garante que não haja nenhum peso sobre a parte quebrada.

Rollerfoot 1

Ele me contou que o deslocamento é super tranquilo e que ele não perdeu a independência (até carregou a própria bagagem!) por causa do pé quebrado. E, pelo visto, a muleta pode nem ser necessária – no video abaixo dá pra ver uma pessoa caminhando tranquilamente.

Uma ideia simples e eficiente, tudo de bom… Eu nunca vi nada parecido no Brasil, infelizmente. Se alguém souber, me avise!  ;-)

sábado, 15 de maio de 2010

Crystals: boa arquitetura em Las Vegas

Outra boa surpresa que tive dessa vez em Las Vegas foi o Crystals: inaugurado no final do ano passado, estava começando a ser construído na outra vez que estive por lá. Localizado num lugar privilegiado da Strip (a rua principal da cidade, onde estão os maiores casinos), ao lado do Bellagio, o Crystals faz parte do City Center, um complexo gigante que ainda inclui dois hotéis boutique, um hotel com cassino e apartamentos residenciais (na foto logo abaixo, o Crystals está em primeiro plano e o City Center, ao fundo).

Libeskind_Crystals City Center Crystals_fachada1

Com arquitetura assinada pelo starchitect Daniel Libeskind (que ficou especialmente conhecido depois de ter projetado o Museu Judaico em Berlim, no fim dos anos 1990), o Crystals é um shopping center de alto luxo. Neste sentido, é mais um na cidade, “recheada” de centros de compra luxuosos, instalados em hotéis como Ceasars Palace, Bellagio e Venetian.

Crystals_interior 1

Mas ao contrário dos casos citados acima, o projeto arquitetônico do Crystals não procura imitar nada: nem Roma, nem Veneza, nem qualquer outro lugar. Aliás, se existe alguma citação, é ao próprio Museu Judaico, como nos “rasgos” de luz que surgem no interior do edifício (a foto abaixo mostra bem) – mas isso já é outra (longa) discussão sobre até onde vai o “estilo” do arquiteto e em que ponto ele começaria a se autoplagiar (se é que isso realmente acontece nesse caso)…

Crystals_interior 2

Eu gostei bastante do projeto. A sensação, depois de passear por tanta coisa kitsch – e já estando ambientada, como falei em outro post – é a de uma lufada de ar fresco, em meio ao calor do deserto (literalmente falando – rsrs).

Muito legal o cuidado com os detalhes, tanto no shopping em si – os interiores são de David Rockwell – como nas lojas, concebidas por diferentes arquitetos, mas totalmente em harmonia com a linguagem geral do shopping. (Não sei se é um “defeito de fabricação”, mas eu adoro observar os detalhes das coisas…)  ;-)

Nesse contexto, duas lojas me chamaram esepcial atenção: a Louis Vuitton e a Cartier; ambas exploravam muito bem as texturas visuais, com um resultado super rico. As fotos que seguem são da fachada da Cartier (vista parcial) e de detalhes das texturas utilizadas.

Crystals_Cartier 1

Crystals_Cartier 2

Na Louis Vuitton (fotos a seguir), as texturas também possuem papel importante. No interior, por exemplo, alguns detalhes dialogam explicitamente com a identidade visual da marca, como na parede em que anéis metálicos reproduzem, ora totalmente e ora em parte, o famoso logotipo em forma de flor. Na fachada, por outro lado, o L e o V são sobrepostos e quase desmaterializados, gerando uma textura linda!

Crystals_LV 1  Crystals_LV 2

Também tinha uma instalação muito legal, que utilizava água e luz (dois elementos super sedutores, né?). Tubos de acrílico contendo água em movimento constante (formando redemoinhos) eram iluminados com luzes furta-cor, ou seja, tanto a água como a luz se transformavam continuamente. Não tinha quem passasse sem ser atraído pela obra. (Pena que não tinha nenhuma legenda com o nome do artista…)

Crystals_instalação 1

Outra peça que parecia uma instalação de arte, mas desta vez incorporada à arquitetura, era o restaurante Mastro’s Ocean Club. A estrutura de madeira ripada me lembrou um instrumento musical, não sei bem porquê…

Crystals_rest 1  Mastro's Ocean Club

Foi um passeio e tanto… Num shopping assim, é possível entrar e sair feliz da vida sem ter gastado um centavo.  ;-)

(Fontes da primeira e da última foto: Studio Daniel Libeskind e Mastro’s Ocean Club, respectivamente.)

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Transporte verde

Uma das coisas legais que me chamaram a atenção aqui em Las Vegas foi o Ace. Trata-se de uma nova linha que percorre a Strip com menos paradas, cujos ônibus são veículos híbridos – e por isso menos poluentes. Mais bacana ainda é que os pontos de ônibus têm células para a captação de energia solar, que provavelmente deve ser usada para abastecer os veículos (não encontrei detalhes sobre isso no site da RTC, a empresa que opera esta linha, mas é o raciocínio mais lógico, né?).

Numa cidade em que o desperdício é a regra, uma iniciativa como essas destoa, mas para o bem. Empolgante!

DSC024702

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quinta-feira, 13 de maio de 2010

Na capital mundial do kitsch!

É isso aí, leitores do DDB: como o título do post anuncia (ou denuncia?), estou em Las Vegas. Mas não vim pra jogar – hehe... Estou aqui para cobrir a Lightfair, um misto de feira e congresso sobre iluminação, que publicaremos na próxima edição da L+D.

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É minha segunda vez em “Vegas” (a outra foi em 2008, para cobrir o mesmo evento), e nas duas vezes levei um tempinho para me acostumar com a veia kitsch da cidade. Mas passado o choque inicial, entrei no modo “relaxe e aproveite”, e então passei até a curtir a profusão de neons espalhada pela Strip, a rua principal daqui. Esse aí de baixo é o do Flamingo, que considero o melhor de todos no quesito kitsch (o neon abaixo é super piscante, as linhas ficam se deslocando para baixo e para cima o tempo todo…).

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Outra atração cafoninha mas bem fofa é o espetáculo das fontes do Bellagio: uma série de chafarizes iluminados “dança” ao som de músicas como “Fly me to the moon”, na voz do Frak Sinatra. Legal para assistir à noite (depois das 20h, o “show” acontece a cada 15 minutos).

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A diferença dessa segunda visita é que da outra vez, meu olhar tinha ficado fixado em tudo que era kitsch (ou seja, a maioria das coisas). Dessa vez, no entanto, algumas coisas super bacanas me chamaram a atenção, e vou dividir com vocês aqui, nos próximos posts. See you soon!!

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