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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Estradas “verdes”: entre o desejável e o possível

Estava ouvindo o rádio essa semana e escutei uma notícia bacana no programa Soluções Verdes, comandado pelo paisagista Marcelo Faisal na Eldorado: está em desenvolvimento, nos Estados Unidos, um painel solar para substituir o asfalto nas rodovias. Não seria o máximo?

Os painéis solares seriam produzidos com material reciclado, como vidro, plástico e pneus, e teriam LED embutidos para a sinalização, muito mais segura e eficiente. “Cada um tem 4 metros quadrados e produz 7KW/h de energia, mais do que suficiente para, no mínimo, já iluminar a pista sem nenhum outro gasto. Outro aspecto interessante é que a extração de calor para produzir eletricidade, poderia reduzir o efeito de ilha de calor de algumas cidades”, contou Faisal no programa.

estrada de paineis solares

Pelo que pude encontrar na internet, a empresa que está desenvolvendo esses painéis chama-se Solar Roadways e recebeu um patrocínio de 100 mil dólares do governo norte-americano para desenvolver mais o protótipo (abaixo). Segundo Scott Brusaw, fundador da empresa, a viabilidade do projeto depende de chegarem a uma superfície de vidro para os painéis que ofereça a mesma tração do asfalto, possa suportar veículos pesados freiando a alta velocidade, resista ao calor e frio excessivos e não produza ofuscamento, seja pelo reflexo da luz do sol ou dos LEDs nela embutidos. Pelo visto, eles têm bastante trabalho pela frente…

Prototipo Solar Road
Enquanto o painel solar não se torna realidade, podíamos adotar uma alternativa muito simples: voltar a usar os bons e velhos paralelepípedos nas ruas e deixar o asfalto apenas para as vias de alta velocidade, onde ele é realmente necessário. Além de melhorar a permeabilidade do solo, seria bem mais agradável, vocês não acham? Afinal, os asfaltos hoje em dia são tão ruins (pelo menos em São Paulo, onde moro) que me sinto participando de um circuito off-road cada vez que saio de carro… E com os paralelpípelos é justamente o contrário: eu passo pela rua abaixo todos os dias, para ir à editora onde trabalho, e é o trecho mais confortável do meu percurso.

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(Via Soluções Verdes e Gizmag)

Quase-abstração lírica

Sexta-feira, fim do dia… que tal descansar os olhos (e a cabeça) apreciando estas lindíssimas imagens, captadas pelo fotógrafo alemão Holger Schilling? O cara é mesmo um artista e suas fotos de arquitetura são um espetáculo: ele consegue torná-las meio abstratas e totalmente poéticas…

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Quem quiser conferir mais do trabalho do moço pode clicar aqui.
(Recebi a dica na newsletter do TrendLand.)

Milão 2010 | Parte 2: A sutileza da forma

O primeiro dos quatro aspectos da abordagem minimalista que se pôde perceber nesta última semana do design de Milão diz respeito à forma em si. É possível notar um movimento de simplificação formal, que se opõe ao rebuscamento predominante nos últimos anos. Mas atenção: isso não quer dizer que todos os produtos apresentados seguem essa linha (aliás, sou avessa às generalizações de uma forma geral), mas sim que se trata de um sinal claramente visível.

J_Morrison_SmithfieldLuminária Smithfield, design Jasper Morrison para a Flos

Naoto_HiroshimaCadeira Hiroshima, design Naoto Fukasawa para a Maruni

Assim, produtos com linhas mais discretas povoaram os pavilhões da feira e também os eventos paralelos, em alguns casos assinados por minimalistas notórios, como Naoto Fukasawa e Jasper Morrison.

Mas a tendência se confirma quando se verifica que mesmo os designers cujo trabalho não é associado ao minimalismo, como os franceses Erwan e Ronan Bouroullec, também apresentaram produtos com uma pegada mais minimalista. Até Marcel Wanders, conhecido pelo seu estilo mais “barroco”, apresentou modelos de linhas mais discretas para a Magis, as cadeiras da linha Cyborg.

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Luminária Lampalumina, design Ronan e Erwan Bouroullec para a Bitossi

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Cadeira da linha Cyborg, design Marcel Wanders para a Magis

Esses são apenas alguns dos inúmeros exemplos que poderíamos citar, mas já são suficientes para evidenciar que a simplificação formal do design está em curso. O desenho do móvel, no entanto, é apenas um dos aspectos dessa nova “atitude minimalista”; o segundo será apontado em breve, em novo post.

Se você perdeu o começo desta série, clique aqui.

(Fonte das imagens: Designboom)

quinta-feira, 29 de abril de 2010

O frescor da experimentação

Roches_Bouroullec_Kreo
Achei inspiradora essa imagem, poética mesmo… Trata-se de uma das instalações dos irmãos Ronan e Erwan Bouroullec que estão expostas na Galerie Kreo, em Paris.

A experimentação é uma parte fundamental no trabalho do designer, praticamente uma condição para a inovação (todo mundo sabe disso), e com os Bouroullec não é diferente. Por isso, eles valorizaram a oportunidade de criar estas instalações mais conceituais. Segundo eles, este tipo de atividade “permite o respiro necessário em nosso trabalho, ajudando a nos inspirar entre outros projetos. Nós frequentemente comparamos nosso trabalho para a galeria ao uso de um bloco de croquis: uma forma mais institiva de pesquisa, livre das restrições impostas pela indústria – normas como peso, tamanho ou outras questões mais ou menos justificadas pela produção em massa”.

Para esta exposição, os Bouroullec fizeram três projetos. O que está postado aqui é o Roches, uma coleção de prateleiras em oito tamanhos, com acabamento em tinta mate, dando um toque aveludado para as peças. “A fixação à parede é totalmente invisível para acentuar a ideia de misteriosos elementos minerais que cresceram na parede”, conceituam os designers.

As outras instalações podem ser conferidas no site dos irmãos Bouroullec. A mostra segue até 22 de julho; se eu fosse très chic e visitasse Paris nessa época, não perderia por nada!

(Fontes: Wallpaper e Ronan & Erwan Bouroullec)

Milão 2010 | Parte 1: Minimal is back!

Se fosse preciso definir a semana do design de Milão deste ano em uma única palavra, eu arriscaria esta: minimalismo. Falo em “arriscar” porque desta vez acompanhei a feira à distância, mas, por outro lado, também me servi de fartíssima informação colocada na web pelos sites e blogs – e não podia ser diferente, afinal trata-se do evento mais importante do universo do design...

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Depois de alguns anos marcados pela tendência decorativista, parece que os sinais apontam para um retorno ao essencial, e o minimalismo, neste contexto, ultrapassa a esfera da forma e chega ao comportamento: a meu ver, os lançamentos de Milão 2010 indicam a emergência de uma “atitude minimalista”.

Dentre todo o material divulgado, selecionei para postar aqui no DDB algumas peças que se destacam pela inovação e também por serem sinais deste novo minimalismo, em quatro aspectos, sobre os quais falarei nos próximos dias.

Aguardem e confiram!  ;-)

(Crédito da imagem: foto Alessandro Russotti, cortesia Cosmit)

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Teclas em novo contexto

O post anterior me fez lembrar da chaise-longue Text-ile, criada no ano passado pelo designer Dante Bonuccelli em parceria com a empresa italiana Lamm durante o workshop Use More, Use Less, realizado durante a semana do design de Milão do ano passado.

chaise Text-ile
O revestimento da chaise é feito com teclados de computador descartados e tira partido do movimento das teclas como um elemento de conforto. O efeito do conjunto é super bacana, à primeira vista eles dão a impressão de um tecido (provavelmente vem daí a ideia do nome “trocadilhesco” Text-ile), enquanto de perto se percebe melhor o teclado. Não dá vontade de experimentar?

chaise Text-ile - detalhe

(Via MocoLoco)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Nota 10: almofadas geeks

Almofs Ctrl_Alt_Del
Adorei essas almofadas!! Tá bom, eu confesso que sou “meio” viciada em computador… Mas a ideia não é ótima? Todo mundo precisa de um Ctrl+Alt+Del de vez em quando, não é não?

Quem se animar como eu, pode encomendar aqui.

(Via Assuntos Criativos)

sábado, 24 de abril de 2010

Ecodesign de superfície

Dia 22/04 foi o Dia da Terra, e em homenagem a ele a designer de superfície Renata Rubim me enviou dois novos pisos em cimento que ela criou para a Solarium e que foram lançados recentemente na Revestir.

O primeiro deles é o Permeare (abaixo), pensado para permitir a drenagem da água da chuva por meio da sua penetração no solo. O desenho desse piso permite muitas paginações diferentes, abrindo espaço para a criatividade do arquiteto ou paisagista que for usá-los.

Permeare Composições_Permeare 
“A metalinguagem utilizada – trazendo o tradicional pied de poule têxtil para um material e uso inéditos – e as 15 cores oferecidas adicionam um componente lúdico ao projeto”, afirma Renata.

Outra novidade é a linha Praga (abaixo), cujo projeto foi inspirado em uma praça pavimentada do centro da capital Tcheca, e também possibilita várias configurações, inclusive com as peças separadas entre si, para que a água possa penetrar no solo, se desejado. Achei tão bacana que colocaria esse piso até dentro de casa!  ;-)

Praga_detalhe

Fico super feliz quando tenho a oportunidade de publicar bons projetos brasileiros, como esse, aqui no blog. Obrigada por dividir com a gente, Renata!

Petisco pra lá de inusitado

Vai um lanchinho aí? Ah, não quer engordar? Então vai gostar do petisco que o designer Hafsteinn Juliusson lançou na última Semana do Design em Milão. Os Slim Chips são snacks coloridos e flavorizados com ingredientes orgânicos e praticamente não têm calorias. E são feitos de... papel!!

Slim Chips 2

Isso mesmo, a proposta de Juliusson é que você coma papel, apenas pelo prazer de comer (será que ele é do tipo ansioso?). Em seu site, o designer provoca: “Não fique gordo, apenas coma nada. É como comer ar saboroso, disponível nos sabores menta, mirtilo, cheddar ou wasabi.”

Slim Chips menta

Achei bizarro... Na verdade, quando era criança, eu e minhas amigas fazíamos “paper snacks” com papel de caderno, em dois sabores: açúcar e nescau. E a gente comia!! Nunca ninguém passou mal... ou seja, os tais dos salgadinhos de papel podem ser viáveis. Mas nunca imaginei que algo assim fosse, um dia, ser lançado no principal evento do design mundial.... Será que a moda pega?

(Fontes: Dezeen e HAF)

Na onda do Lego

Eu adorava brincar de Lego quando era criança (eu e a torcida do Flamengo!). Tá bom, não era Lego – era Hering Rast, que talvez seja um antepassado (olha eu aí entregando a minha idade)… O fato é que os brinquedos tipo Lego fazem parte da vida de muita gente, e provavelmente dos designers que criaram os produtos que estão nesse post.

O primeiro deles é essa mesa, criada pelo estúdio ABGC Architecture and Design a partir de 22.742 pecinhas de Lego. Babei, queria uma dessas em casa… ou mesmo no escritório (quem não gostaria de participar de uma reunião numa mesa dessas?).

Mesa Lego 1 Mesa Lego 2_

Acontece que, como ser Geek está na moda (o sucesso de The Big Bang Theory é prova – ou causa? – disso), o Lego também agora é “in”, e tem baseado a criação de diversos produtos.

E a influência não fica restrita só ao design, mas atinge até mesmo o campo da arquitetura, como no caso da linha de blocos de construção Ecomat. Feitos com material 100% reciclado, os blocos proporcionam bom isolamento térmico e acústico, além de serem resistentes a terremotos (!), podendo ser usados para construções temporárias e permanentes.

Ecomat bricks

Leves, os blocos não exigem equipe especializada para a montagem e possibilitam a construção em um ritmo bem mais rápido do que o sistema convencional. O vídeo abaixo mostra o funcionamento do sistema (está em italiano, mas as imagens dizem tudo)…

O sistema Ecomat foi apresentado na Semana do Design de Milão deste ano, durante a mostra “Sparkling: Ecologically Correct”.

(Fontes: Behance Network e Inhabitat)

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Notícias na parede

Feito a partir de jornais velhos, o papel de parede Newsworthy, criado pela designer Lori Weitzner sintetiza duas tendências crescentes: o uso de papéis de parede e o projeto ecologicamente correto. 

Além da proposta ser super bacana por promover o reuso do papel de jornal, o produto tem uma textura linda e cria um efeito visual bem interessante no ambiente, já que traz um toque colorido, mas sem priorizar nenhuma cor em especial. Olha só:

Newsworthy

Para tornar o papel mais resistente, as tiras de jornal são tramadas com fio de náilon e depois recebem uma camada de verniz à base de água, que protege contra manchas e evita o amarelamento.

(Fonte: The New York Times)

terça-feira, 20 de abril de 2010

Suporte transforma guarda-chuva em “regador”

umbrella mat 2
Os designers do estúdio chinês Innovo mandaram muito bem nesse produto: um suporte para guarda-chuvas que é, ao mesmo tempo, um mini-gramado – sim, a água que sobrou no guarda-chuva é aproveitada para regar a grama, que cresce pelos furinhos do suporte. Pode não funcionar muito bem nas estações mais secas, mas é uma ideia e tanto para o nosso verão chuvoso, não é?

(Fonte: Inhabitat)

segunda-feira, 19 de abril de 2010

O dinheiro visto de outro ângulo…

No post passado eu tinha mencionado um trabalho do Stefan Sagmeister… era esta instalação aqui, que ele fez em Amsterdam em 2008, para a bienal de design Experimenta.

Cerca de 300 mil moedas de centavos de euro formavam a seguinte frase: “as obsessões tornam a minha vida pior e o meu trabalho melhor”. Sugestivo, não?

Para mais informações sobre a instalação, clique aqui.

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(Fotos: anjens e PunchDouble – Flickr)

domingo, 18 de abril de 2010

Saved by Droog: produtos “encalhados” viram hype

Um novo olhar sobre o design e o consumo. Esse foi o tema da exposição feita pelo coletivo holandês Droog (já falei deles aqui) nesta Semana do Design em Milão. Em “Saved by Droog”, eles convidaram 14 designers para dar nova vida a objetos “encalhados”.

Saved by Droog 1
“Todos os anos, cerca de 500 empresas vão à falência na Holanda. Para onde vão seus produtos?” Com esta inquietação em mente, o pessoal do Droog foi atrás de itens de liquidação dos mais diversos tipos, de panos de prato a cestas para cachorros, de caixas de fósforo a coletes salva-vidas... e compraram mais de 5 mil produtos!!

A ideia era que os designers convidados considerassem estes produtos como “matéria-prima para reinterpretação criativa”, e iniciativa resultou em 19 produtos, alguns deles muito bacanas, como o Daily Handkerchief, criado pelo Studio Makkink & Bey. Novecentos lenços comuns receberam impressão e bordado digitais com notícias selecionadas de todo o mundo ao longo de 30 dias. O resultado gráfico ficou super cool, olha só:

Daily Hankerchief

Outro produto que me chamou atenção foi a Happy Wallet, criada pelo designer gráfico Stefan Sagmeister. Um lote de 448 carteiras em couro fake recebeu, no exterior e no interior, impressões na cor dourada que geram um jogo de palavras conforme a carteira é usada. Ao ser aberta uma vez, surge a frase “o dinheiro me faz feliz”; mas quando a carteira é totalmente aberta o sentido se inverte completamente: “o dinheiro não me faz feliz”. Trata-se, segundo o designer, de “um lembrete de que a alegria do crédito instantâneo pode se transformar em tristeza”.

Happy Wallet_Sagmeister
Essa peça me fez lembrar de outro ótimo trabalho conceitual do Sagmeister envolvendo dinheiro… mas isso já é outra história, talvez eu coloque um outro post para quem tiver curiosidade.

Além de bacana, a iniciativa do Droog é sustentável, ao propor o aproveitamento de produtos que poderiam cumprir perfeitamente a função para a qual foram fabricados, mas que por circunstâncias específicas não haviam chegado ao final da cadeia – o consumidor. Uma forma inteligente (e provocativa, como é típico do Droog) de economizar recursos na hora da produção e evitar a necessidade de reciclo.

Para ver todos os itens da coleção “Saved by Droog”, clique aqui. E o manifesto que faz parte desta ação pode ser visto aqui.

(Fonte: Droog)

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Sobre o design e a valorização da experiência…

Incrível como um projeto criativo e bem-executado é capaz de ficar na memória da gente… Eu estava no carro hoje, ouvindo rádio, quando começou a tocar uma música bem simpática, e que me pareceu familiar. Bastou ela tocar por mais alguns segundos e a imagem do videoclipe (que na verdade é um stop-motion, composto por 2.321 fotografias) já se formou, super nítida, na minha cabeça.

Apesar de ter ficado feliz por escutar a tal música, assim por acaso, não pude deixar de pensar que ela parecia mais legal quando eu assisti o vídeo (que não é novo; eu vi pela primeira vez há mais de um ano – e muitos de vocês já devem ter visto também). E isso só pode significar uma coisa: que o projeto do videoclipe foi muuuito bem feito, pois conseguiu traduzir perfeitamente o espírito da música e potencializar a experiência de ouvi-la.

Na minha opinião, esse conceito vale para o design em todas as suas áreas. Afinal, o sucesso de um produto também passa necessariamente pela qualidade da experiência que ele proporciona, não é?

Indicado para o Grammy 2010, o videoclipe acima foi criado por Yuval e Merav Nathan, do estúdio One Wing Fly, a partir das fotos feitas por Eyal Landseman. A música é Her Morning Elegance, de Oren Lavie.

Bienal de Design 2010: Concurso de Cartazes

Sustentabilidade: e eu com isso? Este é o tema da exposição de design gráfico da Bienal Brasileira de Design 2010, que promove um concurso voltado aos estudantes de design de todo o país, visando instigar a discussão sobre o tema da sustentabilidade.

Concurso cartazes Bienal
A competição acontecerá em duas fases: a primeira é um concurso de ideias, a partir do qual serão selecionados os dez melhores projetos. Os autores dos projetos escolhidos ganharão o direito de desenvolvê-los para a exposição junto com alguns dos principais designers visuais do país, num workshop de três dias que acontecerá no próximo NDesign, em Curitiba, de 11 a 18 de julho (com tudo pago, é claro).

Segundo a organização do concurso, “os cartazes produzidos no workshop participarão da exposição e do catálogo da mostra de design visual da Bienal Brasileira de Design 2010 Curitiba, junto com outros vinte cartazes produzidos por designers brasileiros de reconhecido talento, que serão selecionados pela curadoria da mostra”.

As inscrições para a primeira fase do concurso vão até 16 de maio. Para mais informações e o regulamento completo, clique aqui.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Mesinha parasita… do bem

Pelo jeito, os designers do estúdio alemão Vanpey continuam considerando a máxima do “menos é mais”, celebrizada por seu conterrâneo Mies van der Rohe. E, neste caso, com um resultado e tanto: não é o máximo essa “mesinha” lateral que eles criaram apenas dobrando uma chapa metálica? A peça se fixa no sofá, e por isso, é feita sob encomenda (a parte que encaixa no braço deve ter a largura certa para que a mesinha não fique frouxa e instável). Uma proposta simples, que economiza recursos (de produção e de matéria-prima) e que é super adequada para ambientes com pouco espaço. A-do-rei!

Mesinha Vanpey
(Fonte: Holycool.net)

terça-feira, 13 de abril de 2010

“Combo” ecológico: sacola + caixa de sapato

Clever Little Bag 2

Passado o auge da crise econômica mundial (quando, nos EUA, aqueles que não reduziram o consumo “camuflavam” as sacolas de marcas de luxo envolvendo-as em outras genéricas, sem marca), as shopping bags continuam a funcionar como importante ferramenta de marketing para as empresas. Mas e se, além de ter uma sacola transada, fosse possível também reduzir o impacto ambiental gerado com a sua produção?

Foi o que fez a Puma, em conjunto com o escritório Fuse Project, do designer Yves Béhar. Após 21 meses de desenvolvimento, eles anunciaram hoje o lançamento da Clever Little Bag (algo como “sacolinha esperta”, em tradução livre).

Clever Little Bag 1

Ela é “tão esperta”, explicam os designers, porque utiliza 65% menos papelão do que as caixas de sapato convencionais, além de dispensar a impressão laminada e o papel de seda. A diferença também é sentida no processo logístico: a nova caixa ocupa menos espaço e é mais leve, otimizando o transporte e, portanto, reduzindo a emissão de gás carbônico.

A estrutura de papelão é cortada a partir de uma única folha do material e não requer o uso de cola para ser montada – é apenas dobrada e encaixada na sacolinha de TNT (tecido não-tecido). Essa escolha, além de baratear custos, faz com que o papelão possa ser reciclado mais facilmente.

Clever Little Bag 3 
A Clever Little Bag não tem tampa; os sapatos são protegidos da poeira pela própria sacolinha de TNT, que, além de substituir a sacola plástica no momento da compra, depois pode ser usada para transportar os sapatos em viagens. O TNT da sacola é feito de PET reciclado e também é reciclável.

Com o uso destas sacolas para transportar as dezenas de milhões de sapatos vendidas pela Puma a cada ano, “cerca de 8.500 toneladas a menos de papel serão consumidos, 20 milhões de mega joules serão economizados em energia, um milhão a menos de litros de óleo diesel serão gastos e, finalmente, ao substituir as tradicionais sacolas de compras a diferença economizada, em peso, será de quase 275 toneladas de plástico”, afirmam, empolgados, os designers.

A nova sacola entrará em uso a partir de 2011. Será que a Puma vai lançar moda dessa vez também?

(Fonte: Fuse Project)

segunda-feira, 12 de abril de 2010

A evolução do papel

Super elegante a luminária W101, projeto do estúdio sueco Claesson Koivisto Rune para a empresa Wästberg. A forma da peça – uma espécie de origami – já dá uma pista da sua matéria-prima: “papel”.

A W101 é feita de Durapulp, um tipo de papel mais resistente, obtido pela mistura de polpa de celulose e ácido poliláctico (um biopolímero à base de amido de milho). Segundo a Södra Pulp Labs, fabricante do Durapulp, a combinação dos dois componentes confere propriedades especiais que podem ser acentuadas com a prensa a quente, e o material é altamente resistente à água e umidade.

No ano passado, Claesson Koivisto Rune já tinham desenvolvido uma cadeira feita com o mesmo material, e agora lançam esta luminária. Se antes o desafio era a resistência estrutural, agora o objetivo principal era conseguir integrar os componentes elétricos à estrutura da peça.

Luminária de papel 2

É bacana ver como o papel – que tem sido utilizado em parte das luminárias (nas cúpulas e difusores) há muito tempo – pode dar forma à peça inteira, com um resultado super interessante e sofisticado. E além de tudo, 100% biodegradável. É ou não é um design do bom?

A W101 vai ser lançada durante a Semana de Design de Milão, no Superstudio Più (Via Tortona, 27).

(Fontes: Wästberg, Södra Pulp Labs, Dezeen)

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Um charminho para cabos e fios

Wire Blooms 1
Adorei esse produtinho (“inho” pelo tamanho e não pelo valor, bem claro)… Criados por Laliv Shalev e produzidos pela Monkey Business, os Wireblooms são clipes para prender os fios e cabos de um jeito simpático. Uma saída simples e original para transformar o que seria um problema estético em um elemento decorativo. Um adaptador pode ser usado para prender fios mais finos sem deixar folga.

Wire Blooms 2a

O pacote vem com um passarinho e 12 folhas e pode ser comprado aqui.

(Fontes: Our Freaky World, Monkey Business)

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Brasileiro vence concurso de cartazes da Unesco

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É com muita alegria (e orgulho!) que gostaria de informar aos caríssimos leitores do DDB que o concurso de cartazes promovido pela Unesco (que divulguei aqui no blog há um tempinho), foi vencido por um brasileiro. O cartaz criado pelo arquiteto, ilustrador e artista plástico Diego Minks Rossi Fermo foi o grande vencedor do concurso, tendo deixado para trás mais de mil concorrentes de todo o mundo… Não é o máximo?

E, para mim, essa vitória tem sabor especial, pois além de brasileiro, o vencedor é meu amigo!! (Sim, estou me achando… rsrs) Fomos contemporâneos na época de faculdade, quando cursávamos arquitetura na Universidade Federal de Santa Catarina. Bons tempos…

Interrompendo a divagação e voltando ao tema desse post… O cartaz criado por Diego venceu o prêmio tanto por sua estética quanto por seu conceito e, além disso, pela relação que o corpo de jurados estabeleceu entre o desenho que ilustra o cartaz e uma importante obra da arte moderna. Diz o júri:

“Escolhemos este design não apenas porque sentimos que ele representa este comprometimento e a ação em um nível individual, mas também porque ele nos lembrou do Guernica, de Picasso. Achamos que a influência estética de um pintor espanhol (…) no vencedor brasileiro representava um compromisso que transcendia sua própria cultura. A transformação de uma estética que foi usada para retratar os horrores da guerra em uma imagem que cultiva o diálogo, o entendimento e a paz nos surpreendeu como uma reflexão bela e poderosa sobre o tema deste Ano Internacional para o Rapprochement de Culturas e o papel que os indivíduos possuem em manifestar entendimento mútuo e promover a paz.”

Outros brasileiros se destacaram no concurso: o cartazes criados por Maria Beatriz Ardinghi e por Olavo D'Aguiar receberam Menção Honrosa e participarão da exposição, que será inaugurada em maio, em Paris. Parabéns a todos!

Para conhecer todos os trabalhos premiados, os que receberam menção honrosa e os selecionados para o site do concurso, acesse o Design 21. E quem quiser conhecer melhor os desenhos do Diego Rossi pode visitar o blog Desenho Desígnio, onde ele posta parte da sua produção.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Abraços fabricados


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Essa semana vi uma notícia no Designboom que me deixou intrigada… Era sobre o Huggy Pajama, um projeto desenvolvido pelo Mixed Reality Lab da National University of Singapore que tem como objetivo permitir que pais e filhos se abracem virtualmente, por meio de um comando via internet.

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Ao ser acionado, o pijama conectado à internet é inflado de modo a reproduzir a sensação de um abraço. Segundo a nota, os sensores de pressão embutidos entre as camadas de tecido fazem com que o Huggy Pajama seja capaz de variar com precisão a intensidade de força produzida pelo abraço, como acontece com o abraço de verdade. Será? Ah, e o pijama ainda é capaz de gerar calor para acompanhar o abraço, mudar de cor conforme a distância que separa a criança do pai ou da mãe e mostrar emoticons. Não acho uma troca muito atraente…

huggy pajama
A verdade é que eu dificilmente gosto de coisas fake, e um abraço dessa natureza me pareceu uma ideia realmente esdrúxula. Tá bom, pode ser que eu seja old-fashioned demais, mas que mundo bizarro é esse no qual os pais não podem dar um abraço de verdade nos seus filhos e precisam de um equipamento desses? E qual é o real valor de um abraço fake? Que me desculpem os designers que dedicaram tempo e empenho a este projeto, mas esse tipo de produto eu dispenso, afinal de contas a energia que se troca abraçando alguém não pode ser transmitida em códigos de 0 e 1.
Mas essa é apenas a minha opinião… E vocês, o que acham?

Venha cá, livrinho…

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Boas ideias fazem o bom design. Imaginem que maravilha se todos os livros viessem com esse detalhe proposto pelo designer Ha Cho Hee? Um recorte na margem superior do livro torna mais fácil a retirada do volume, mesmo se ele for fininho… comeonmybook011

O projeto tem o sugestivo título de “Come on, my book”, e me parece especialmente útil em estantes lotadas – afinal, quanto mais apertados os livros, maior precisa ser o esforço para tirá-los dali, não?

Pelo que pude entender, trata-se de uma proposta para ser aplicadas em livros novos. Mas ainda assim fiquei com vontade de mandar fazer uma faca especial só para recortar todos os meus livros…   :-)

(Fonte: Yanko Design)

terça-feira, 6 de abril de 2010

Caninos posudos

Jacob na cadeira

Esse post é para os “cachorreiros” de plantão, como eu. As meninas do Follow the Colours (super bacana, diga-se de passagem) que deram a dica no blog delas. O fotógrafo holandês Maarten Wetsema fez quatro séries ótimas de fotos de cachorros: Daan and Jacob, Dogs in their domestic environment, Portraits of dogs e Dogshoots. Me derreti… Fica a indicação para quem curte também.

Rik com casaco

Daan na cadeira laranja

Criatividade, baixo custo e alta eficiência

Pode uma criança carregar 25 litros de água sozinha, sem muito esforço? Vejam abaixo a proposta do estúdio chileno Elemental, cuja atuação é focada em projetos de interesse público e impacto social.

Belíssima ideia de um novo uso para dois objetos industriais disponíveis em abundância: o pneu e as garrafas PET. Dessa forma, a um custo praticamente inexistente, conseguiram resolver um problema que faz parte do cotidiano de muitos…

(Recebi a dica do Pedro Saito. Obrigada!)

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Para abrir o apetite

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Garanto que agora vai ter um bocado de gente querendo levar uma “quentinha” pro trabalho… Olha só que marmita bacana os ingleses da Black+Blum criaram. Além de estilosa, é muito prática: vem com um um potinho para colocar molhos que permite que as saladas sejam temperadas na hora de comer (salada murcha é péssimo, né?). Os amantes do sushi podem dar outro uso para o mesmo potinho: armazenar shoyu. Já pensando nisso, a tampa da marmita, quando virada, tem um recipiente mais raso, para colocar o shoyu e facilitar a hora de banhar o sushi. Além disso, em vez da tradicional divisória, os designers optaram por usar um pratinho fundo com formato triangular, que pode ser retirado na hora de comer para facilitar o corte dos alimentos. Outra vantagem do pratinho é que dá para aquecer no microondas só uma parte da comida. O conjunto ainda inclui um garfo e faca (mas estes eu dispensaria, pois são de plástico…). Ah, claro, os itens podem ir ao microondas e à máquina de lavar.

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Para ver mais imagens ou comprar, clique aqui.

(Fonte: Holycool.net)

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