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sábado, 27 de fevereiro de 2010

Pra não quebrar a cabeça na cozinha...



Bacana a ideia dos designers do estúdio holandês Oooms. Eles transformaram um objeto normalmente banal - as tábuas de madeira para cortar alimentos - em algo lúdico e, ao mesmo tempo, mais funcional, simplesmente resgatando uma forma conhecida por todos nós desde a infância: o quebra-cabeças. Desse modo, além de ser um produto divertido, a Puzzleboard tira proveito da modularidade e permite que o cozinheiro utilize o número de peças mais adequado ao alimento que vai cortar. Inteligente, né? E, de quebra, um charminho: a reentrância do encaixe pode servir para apoiar a taça de vinho em festinhas e coquetéis com os amigos.


A quem interessar possa: são os próprios designers que comercializam as tábuas, e vendem para o mundo todo: o custo é de 19,95 Euros cada unidade, mais 7,50 Euros da postagem.
(Vi no Designboom)

P&D Design 2010 - Chamada de trabalhos



Estão abertas as inscrições para a nona edição do P&D Design (Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design), o mais importante congresso de design da América Latina. Designers/pesquisadores podem participar de diversas formas: enviando artigos completos ou resumidos, enviando propostas para a realização de workshops ou enviando artigos de iniciação científica (estudantes).  Quem quiser participar com artigo completo deve se apressar: é preciso registrar o trabalho no site até 15/03, e enviar o artigo até 31/03. As datas para as demais modalidades são:


Atualização: o prazo para inscrição dos trabalhos foi ampliado; veja mais informações aqui.
O P&D 2010 será realizado na Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo, de 13 a 16 de outubro.
Mais informações e inscrições pelo site do evento.

Nova atualização: os anais do P&D 2010 estão disponíveis para download em http://blogs.anhembi.br/congressodesign/anais/anais/

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

O "milagre" da multiplicação do ar



A quem possa estar estranhando o objeto acima, um aviso: não é o que parece. Ou melhor: ele é o que não parece. Trata-se do Dyson Air Multiplier, um ventilador revolucionário que funciona sem as tradicionais pás. O resultado é um fluxo de ar mais constante (e, portanto, mais confortável), além do produto ter outras vantagens como praticidade (é bem mais fácil de limpar) e segurança (quanta criança já não cortou as mãozinhas ao colocá-las, por curiosidade ou acidente, dentro da grade do ventilador?). Sem contar que a aparência também seduz...


Desde o final do ano passado, época em que o Air Multiplier foi lançado, seu funcionamento me deixou intrigada. Eu sabia que o ar passava por um processo de aceleração neste anel, mas não compreendia os detalhes do mecanismo. Hoje "descobri" um vídeo no You Tube que mostra o funcionamento de um modo bem didático, vale a pena dar uma olhada.


O Air Multiplier foi criado por James Dyson, o cara que revolucionou os aspiradores de pó no início dos anos 90, com a criação do DC01. Outra invenção dele que merece respeito é o Airblade, um secador para mãos muitíssimo eficiente (seca as mãos com ar frio em 12 segundos) e que consome 80% menos energia do que os secadores comuns. Experimentei um desses no banheiro da Neue Nationalgalerie em Berlim, no ano passado e, para minha surpresa (detesto não poder secar as mãos com papel), adorei! Até lavei as mãos outra vez, só para poder secar de novo - rá!!


Enfim, todo meu respeito ao Sir Dyson, aí em cima. E, pra encerrar (e inspirar), uma frase sua: "Quanto mais original a sua ideia, mais resistência você encontrará". Ainda bem que ele encarou a resistência, não?
No site da Dyson há mais detalhes sobre os produtos.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Domus: novidades à vista


Depois de 30 anos, Alessandro Mendini volta a editar a Domus, uma das mais importantes publicações internacionais (senão "a" mais) de design e arquitetura. Além de ser um dos poucos maestri do design italiano ainda em atividade, Mendini tem não apenas uma produção projetual importante, mas também goza de prestígio intelectual. "Há um amplo consenso em torno ao seu nome", informou a revista no seu site.
"O slogan desta nova Domus é 'por uma nova utopia'", afirma Mendini. "Toda a história das grandes transformações da arquitetura e do design foi marcada por novas utopias. E é nesta linha de abertura que queremos prosseguir. Procurar, isto é, em qualquer lugar do mundo os projetos que mostrem cenários e atitudes do habitar que são a pesquisa positiva do futuro", anunciou a Domus.
O primeiro número sob o comando de Mendini será a edição de abril, cujo lançamento coincidirá com o grande evento do design italiano e mundial: o Salão do Móvel de Milão. Agora é aguentar a curiosidade e... aguardar. A expectativa é grande...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Vancouver 2010: medalhas caprichadas (e recicladas!)



As Olimpíadas de Inverno de Vancouver já estão quase no fim e essa é a hora das medalhas começarem a aparecer. Me chamou atenção, de início, o fato das medalhas incluírem metais reaproveitados a partir de eletrônicos descartados, como TVs, computadores e teclados. Achei a ideia muito bacana, e resolvi visitar o site das Olimpíadas para ter mais detalhes.
Foi então que percebi que, ao contrário do que eu tinha entendido no início, a parte reciclada é bem pequena (o que não torna a iniciativa de reaproveitamento menos bacana): ouro - 1,52%; prata - 0,122%; cobre: 1,11%. Fico imaginando qual a quantidade de computadores e afins que foram necessárias para se extrair a quantidade necessária de metais para as medalhas...


Mas além da questão do reciclo, que parece ter sido o que mais repercutiu na mídia, a concepção das medalhas é muito bacana. Desenvolvidas em conjunto pelo designer Omer Arbel e pela artista de origem aborígene Corinne Hunt, suas formas onduladas evocam as montanhas, o oceano e a neve. As faces frontais exibem desenhos extraídos de obras de arte inspiradas na orca (olímpicas) e no corvo (paraolímpicas). Como cada medalha contém uma parte diferente do desenho original, nenhuma delas é igual à outra.


O designer Omer Arbel sintetizou bem o espírito das medalhas: "Para mim, foi realmente importante que, de alguma forma, cada uma fosse completamente única, mas ainda assim conectada com as demais (...). É uma ideia bonita, porque significa, em um nível conceitual, que é preciso de todas elas para completar as obras de arte".
Mais detalhes sobre os materiais das medalhas aqui.
(Vi no MotherBoard e em Vancouver 2010)

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Wallpaper às avessas


Como muita gente, adoro trocar o wallpaper do meu notebook de vez em quando. E os da National Geographic estão dentre os meus preferidos... Agora descobri que a GelaSkins tem uma linha de películas para personalizar notebooks e iPhones que estampa as fotos sensacionais da National Geographic.
Cada skin custa cerca de 30 dólares (para notebooks de 14''), sem o frete. A boa notícia é que eles vendem para o Brasil. E a má notícia é que vai ser difícil escolher...
No site da GelaSkins você pode conferir toda a linha.



(Vi no Cool Hunting)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Curso: Mercado, Negócios e Cultura de Moda

Começa em 20 de março o curso "1 Ano de Mercado, Negócios e Cultura de Moda", do qual participo como professora convidada. As aulas acontecem na Escola São Paulo, e a coordenação acadêmica está a cargo da pesquisadora de moda Paula Acioli, o que, por si só, já é uma credencial e tanto. A Paula é uma profissional super talentosa e se envolve profundamente com tudo o que faz – sucesso garantido!
As inscrições estão abertas e os detalhes do curso estão disponíveis no site da escola. 


Comer com os olhos... também



Gastronomia multisensorial: esse é o novo projeto conceitual da Philips Design, desenvolvido em parceria com o restaurante espanhol Arzak. Trata-se de uma linha de louças que “acende” quando a comida é colocada. O objetivo, segundo a Philips Design, é “explorar as possibilidades multisensoriais da gastronomia ao desenvolver provocações que envolvam a integração material da eletrônica, da luz e de outros estímulos para intensificar a experiência de comer”.


Imagine jantar em um restaurante com a luz mais reduzida, e no qual as mesas não fossem iluminadas por velas ou luminárias, mas sim pelo brilho que emana dos próprios pratos? Me parece uma ideia e tanto... Além de emitir luz, as peças de porcelana também vibram sutilmente e emitem aromas selecionados em resposta à presença de comida nas suas superfícies. A meu ver, esse lance dos aromas poderia ser dispensado, pois atrapalha a percepção olfativa da própria comida (e poder sentir o cheiro dos quitutes antes de comê-los é tudo de bom, né?). 
Mais informações (em inglês) e um vídeo podem ser acessados no site da Philips.
(Vi no Dezeen)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Unesco promove concurso internacional de pôsteres



As Nações Unidas declararam 2010 como Ano Internacional para o Rapprochement entre Culturas. A iniciativa, encabeçada pela Unesco, busca promover melhor comunicação e entendimento entre todos os povos e culturas.
"Um dos principais objetivos do ano será demonstrar os efeitos benéficos da diversidade cultural, reconhecendo a importância de transferências e trocas entre culturas por meio do diálogo implícito ou explícito que destaca como todas as culturas e civilizações estão interligadas e contribuem para o progresso da humanidade", diz o site da Unesco.
Para promover esta ação, a instituição organiza, em parceria com o Design 21, o concurso internacional de cartazes Culture Counts. Os trabalhos inscritos devem ilustrar a noção de rapprochement (ou seja, estabelecimento de relações amigáveis) entre diferentes culturas.
O prêmio para o primeiro colocado é de 2 mil dólares e uma viagem para Paris, para participar do Festival Internacional da Diversidade Cultural, que acontece em maio. Na mesma época, haverá uma exposição com os 30 cartazes finalistas.
As inscrições podem ser feitas até 9 de março e os detalhes para a inscrição dos trabalhos estão disponíveis no site do Design 21.

Calorzinho bom...



Eu sei, eu sei, este post está meio deslocado... estamos em pleno calor veranil, mas a ideia do produto me pareceu tão boa que eu não resisti...
Todo mundo que costuma ler na cama sabe que, no inverno, temos que fazer alguns malabarismos para tentar passar menos frio nos braços e nas mãos ao segurar os livros. Não é irritante??? E então vi hoje essa proposta de um edredom com mangas e luvas, criado pela designer espanhola Andrea Ayala Closa a pedido da agência de comunicação Happiness Brussels. A linha se chama Happiness in Bed - nome super adequado, já que, não passar frio na cama tem muito a ver com a sensação de felicidade, não é mesmo?


Detalhe: os indicadores ficam com a pontinha de fora, para que os usuários possam virar as páginas sem precisar tirar a manga.
A linha ainda não está à venda, mas os interessados em comprar podem se inscrever em uma lista disponível no site ou pedir informações pelo e-mail.
(Vi no Designboom)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Um luxo: banco sempre sequinho



Adoro quando o design ultrapassa a esfera estética e trata também de questões comportamentais - aliás, o bom design, a meu ver, só surge a partir da observação atenta do modo de vida dos usuários. Mas quando o design é capaz de sugerir ou facilitar novos comportamentos, fica melhor ainda. É o caso desse banquinho "à prova de chuva", criado pelo designer sul-coreano Sung Woo Park. Ao girar a manivela, a parte de baixo do assento (que estava abrigada da chuva) se desloca para cima e substitui a parte molhada, permitindo que as pessoas sentem sem se molhar. Mas além de resolver um problema prático (super frequente nesta época do ano, com os temporais de verão) de forma simples e inteligente, o designer propõe o banco como uma peça de comunicação entre as pessoas, ao provocar: "mesmo que você não precise sentar ali, que tal mostrar que se importa com os outros e girar a manivela para a próxima pessoa poder sentar num assento seco? Pequenas ações desse tipo levam à comunicação entre as pessoas".


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

O fim do desperdício... com estilo!



Eu adoro gadgets - prontofalei! Mas quem não gosta, não é verdade?
Se você é como eu, que só lembra de colocar o celular, Blackberry, iPod, handheld PC ou algo que o valha pra carregar quando está indo dormir, vai gostar desse apetrecho criado pelo designer argentino Santiago Cantera.
A ideia é ótima e o mecanismo, bastante simples: basta girar a base do Energy Fair Clock para regular o número de horas que o aparelho deverá ficar em carga (para carregar um celular são necessárias no máximo duas horas) e, em seguida, conectá-lo à tomada. Após o tempo determinado, o Energy Frair Clock cortará a corrente, gerando dupla economia: financeira e de recursos naturais. 
E ainda por cima é bonito... melhor que isso, só se fosse também um adaptador universal de tomadas...


(Vi no Inhabitat)

Ideias à prova d'água



Olha o lápis aí de novo... na verdade, é mais do que isso: trata-se de um conjunto de bloco e lápis para se deixar à mão no box e não perder nenhuma boa ideia, dessas que surgem nas situações mais improváveis. Não é um produto que se diferencie exatamente pelo design, e sim pela ideia original. Mas pode ser bem útil aos designers - e artistas, poetas, músicos...
Difícil de acreditar que funcione? O vídeo aí embaixo não deixa dúvidas.


Mais informações podem ser obtidas no site da Acqua Notes, que também vende o produto online. (Dá pra comprar pela internet mesmo morando no Brasil.)
(Vi no Com Limão)

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Vida extra para os lápis


Uma ideia simples, barata e, ainda por cima, esteticamente interessante. Os usuários de lápis já estão acostumados: chega uma hora em que o lápis fica tão curtinho que já não é mais possível usá-lo, e seu destino mais provável é o lixo. Os coreanos Hoyoung Lee, Youngwoo Park e Jinyoung Park pensaram num modo inteligente de dar um fôlego extra aos "toquinhos". Tomara que entre logo no mercado!
(Vi no Design.Blog)



sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Celebração do vazio no Guggenheim de NY



Inaugurado em 1959, o prédio do Guggenheim Museum de N. York é, sem dúvida, um dos grandes ícones da arquitetura do século XX. Para encerrar as comemorações do aniversário de 50 anos do edifício projetado por Frank Lloyd Wright, os curadores Nancy Spector e David van der Leer organizaram a exposição Contemplating the Void: Interventions in the Guggenheim Museum, na qual mais de 200 artistas, arquitetos e designers (incluindo os brasileiros Fernando e Humberto Campana) foram convidados a criar intervenções imaginárias no grande vazio central idealizado por Wright.
Há várias propostas bacanas, e todas podem ser vistas no hotsite da exposição. Duas delas me chamaram mais atenção, e por isso eu mostro aqui.


Inspirado pelas estruturas gigantes que povoam N. York, o inglês Bruce Munro propôs Beacon, um edifício dentro do edifício. Com 12 lados, o prisma se ergue a quase 20 metros de altura, chegando próximo ao domo geométrico de vidro no alto do edifício. A superfície deste prisma é composta por 36 mil lentes haxagonais espelhadas, iluminadas por dentro com pontos de fibra óptica, gerando reflexos luminosos em todo o entorno, “refletindo sua estrutura e sua vida interna”, como explica o designer.


Outra ideia que me atraiu foi a do escritório JDS Architects, que ultrapassa o conceito proposto da contemplação para propor que os visitantes realmente vivienciem o espaço. Eles imaginaram  uma rede gigante descendo pelo vazio do átrio em espiral. Imaginem que delícia seria ficar ali deitado, só curtindo... A ideia partiu do conceito original de Wright para o museu, no qual ele imaginava que a visitação começaria no alto em direção ao térreo.
A exposição abriu hoje e fica em cartaz até 28 de abril.
(A foto do alto é de David Heald; © The Solomon R. Guggenheim Foundation, New York)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Alexander McQueen morre aos 40 anos

Criatividade sem limites, maestria técnica, coleções extravagantes e subversivas, desfiles teatrais. A partir dessa fórmula, Alexander McQueen revolucionou a moda contemporânea, sempre passeando na fronteira entre a moda e a arte.
Hoje, McQueen foi encontrado morto em sua casa – ele se suicidou oito dias após a morte de sua mãe. É uma lástima, e o mundo da moda certamente perdeu uma figura ímpar. Sei que corro o risco de cair no clichê ao dizer isso, mas – me perdoem – não tenho como fugir: McQueen era um gênio, e suas criações já fazem parte da história da moda. May he rest in peace...

Cadeira humanóide - Stockholm Furniture Fair 2010



Bacana essa cadeira empilhável lançada na Stockholm Furniture Fair 2010. Criada pelo designer Luca Nichetto para a Offect, a Robo (esse é o nome dela) se baseia em dois pontos principais. O primeiro deles é a desmontagem total da cadeira, o que permite que ela seja transportada em uma caixinha de 50 x 50 x 20 cm. Atitude inteligente, facilita o transporte e a armazenagem do produto e, assim, também barateia o seu custo final. :-)




O segundo ponto de partida para a criação da Robo foi o clipe All is full of love, da Bjork, no qual os protagonistas são robôs humanóides. "Considero particularmente eletrizante a ideia que um robô possa se tornar um ser vivo, e então imaginei que o mesmo princípio poderia valer também para uma cadeira", explicou o designer.
Além disso, a cadeira é ambientalmente amigável, pois utiliza madeira compensada e feltro feito a partir de garrafas PET recicladas. Design do bom é prático, bonito e consciente. Simples assim.
(Vi no Designboom; todas as fotos ©Peterfotograf)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Romantismo transado



As superposições fazem parte do vocabulário formal do designer holandês Frank Tjepkema. Conheci o trabalho dele em 2002, numa exposição promovida pelo Chi Ha Paura durante o Salão de Milão, e fiquei vidrada no pingente Bling Bling, apresentado na época. Os produtos de Tjepkema, além de lindos, sempre são instigantes, comunicam muito...  Agora "descobri" uma nova linha de pingentes, que segue na esteira do Bling Bling, mas agora com ares românticos.


As peças da coleção A Clockwork Love expressam diferentes estados sentimentais, ligando-se a temas como fragilidade, paixão, incerteza e desejo. Além dos acessórios, o designer e sua equipe (no estúdio Tjep) criam também mobiliário, interiores, arquitetura... vale conferir.
(Vi no Mocoloco)

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Design para os pequenos...



Simples e inteligente a ideia do Feedaway, este cadeirão para bebês e crianças de até 20 meses (e 20 Kgs), primeiro lançamento da empresa australiana Belkiz, que surge com a proposta de só comercializar produtos feitos com papelão reciclado. "Isto os torna leves, portáteis, ambientalmente corretos e acessíveis", diz o site, que traz mais especificações do produto. Só não ficou claro quantas vezes ele pode ser montado e desmontado sem que o papelão amoleça ou rasgue...  (Atualização: vi no Gizmag que a cadeira pode ser montada e desmontada cerca de 30 vezes)
Por enquanto, o Feedaway só é vendido online por sites australianos, mas a Belkiz está procurando por outros fabricantes/distribuidores. Alguém no Brasil se habilita?

(Vi no Inhabitat)

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Theo van Doesburg na Tate Modern



Essa é rapidinha, mas merece atenção: a Tate Modern inaugurou uma mostra dedicada ao holandês Theo van Doesburg, um dos fundadores do De Stjil, movimento que teve influência considerável na Bauhaus. Para quem estiver com planos de ir a Londres, fica a dica: a exposição vai até 16 de maio. Mais informações aqui.
(Vi no Dexigner)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Power to the people!

Que tal se os consumidores pudessem interferir no design dos produtos? Não, não estou falando do design participativo, nada como aqueles sites do tipo "monte sua geladeira" ou "escolha as cores do seu tênis". Trata-se de algo muito mais simples  mas, a meu ver, genial  que foi criado pela designer irlandesa Jane ni Dhulchaointigh, enquanto ela fazia o curso de design de produto no Royal College of Art, em Londres. "Eu não quero comprar coisas novas o tempo todo. Eu quero poder modificar as coisas que eu já tenho, de modo que elas funcionem melhor para mim", diz Jane, explicando o desejo que deu origem ao Sugru.


O Sugru é uma massinha maleável, e que permite que qualquer pessoa modifique ou mesmo conserte objetos dos mais diversos tipos. Auto-adesivo, pode ser trabalhado durante 30 minutos, e depois de 24 horas (período de cura) está pronto para usar, sem perder a forma, e com uma consistência macia, como de silicone. Além disso, é bastante resistente: aguenta praticamente qualquer temperatura (de -60 a +180°C), é resistente à água e pode até ser lavado na máquina! Como se vê, a ideia por trás do Sugru é simples, mas o material nem tanto  foi preciso mais de 5 anos para desenvolvê-lo.


A possiblidade de aplicações é gigante, e o produto deve se tornar um must have logo logo. O Sugru é comercializado pelo site, e o primeiro lote, que os designers esperavam vender durante todo o mês de dezembro, foi vendido em 16 horas. Novo lote foi liberado e... vendido em 10 horas! Quem quiser comprar (é o meu caso  rsrs), precisa ficar de olho no site e no blog, pois, por enquanto, o estoque está esgotado...  :-(


No vídeo acima, a designer apresenta algumas formas de "hackear" seus produtos com Sugru. Além da customização dos produtos novos, é muito bacana o fato de se poder consertar produtos antigos, e adaptá-los às nossas novas necessidades. Afinal, a gente muda sempre... mas se os produtos puderem acompanhar essa mudança, é fantástico! Se o Sugru pegar mesmo, pode ser a deixa para uma atitude coletiva menos consumista. Será? É esperar pra ver...

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Design de verdade

"A relevância que um produto tem em nossa vida não está apenas em seu uso, mas também na forma como nos identificamos com ele. Um bom produto se torna parte de nossa cultura". As palavras são do designer alemão Konstantin Grcic, convidado pela Serpentine Gallery de Londres para ser o curador da mostra Design Real, que acontece até o próximo domingo.




Como o título da exposição sugere, os produtos selecionados são "reais": além de produzidos em larga escala, possuem função prática na vida cotidiana. Aqui não há espaço para protótipos, produtos conceituais ou maquetes. Ah, e todos os produtos também foram produzidos nos últimos 10 anos. Esses são os critérios que unificam os 43 itens expostos, que vão da cadeira à isca de pesca (acima, isca Cora-Z Spoon, da Cormoran, e Air Chair, de Jasper Morrison para a Magis), do capacete à mochila para carregar bebês, da sandália (abaixo, de Zaha Hadid para Melissa) à jaqueta de segurança para motociclistas (abaixo, Wave-V 2 Neck Jacket, da Dainese).




Vale super visitar o site da mostra, com informações detalhadas de cada produto (história, conceito, materiais, produção, etc).  

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Dando a largada...



Antes de começar, um aviso: este não é um lugar imparcial. Este blog não surge com o intuito de informar o que está acontecendo, e sim de compartilhar boas ideias, design de qualidade – ou, pelo menos, que eu considero de qualidade (rá!). Em outras palavras: aqui só publico o que eu gosto, ou pelo menos aquilo que me intrigue e me leve a pensar sobre, de alguma forma... Simples assim.
Desde os tempos da Arc Design, diversas vezes descobri coisas muito bacanas, quase sem querer, durante pesquisas para matérias ou artigos acadêmicos, e ficava meio frustrada por não poder publicá-las (porque não se encaixava no tema, ou porque o timing não permitia, ou porque não eram suficientemente "importantes", enfim...). Agora vou poder!   ;-)

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